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INCÊNDIO EM BARCARENA

MPs e Defensoria cobram ações da Imerys

Os órgãos pediram providências urgentes à empresa Imerys para ajudar população de Barcarena que foi afetada pelo incidente em galpão na mineradora, como fornecimento de água e tratamento médico

quinta-feira, 09/12/2021, 08:08 - Atualizado em 09/12/2021, 08:08 - Autor: Diário do Pará


O incêndio ocorreu na última segunda-feira (6), em Vila do Conde e espalhou nuvem de fumaça.
O incêndio ocorreu na última segunda-feira (6), em Vila do Conde e espalhou nuvem de fumaça. | Reprodução/ redes sociais

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Pará (MPPA) e a Defensoria Pública do Estado (DPE-PA) cobraram, na manhã desta quarta-feira (8), que a mineradora Imerys tome providências urgentes como precaução e redução de eventuais impactos provocados pelo foco de incêndio ocorrido na noite de segunda-feira em um dos galpões da planta de beneficiamento da empresa, em Barcarena (PA).

Em reunião com representantes da mineradora, as instituições demandaram que a empresa forneça água potável, transporte, alojamento e tratamento médico – incluindo medicação – para comunidades do município. Também participam da reunião representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Procuradoria- Geral do Estado (PGE), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Barcarena (Semade) e da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).

Na primeira etapa da reunião desta quarta-feira, durante a manhã, também ficou acertado com os representantes da Imerys que durante o dia a empresa vai enviar, a todos os órgãos públicos presentes na reunião, cópias do plano da mineradora para atuar em situações emergenciais, o chamado plano de contingência.

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Também ficou definido que, dentro de 48 horas, a Imerys vai apresentar relatório das condições de segurança atuais do galpão de produtos químicos. A empresa se comprometeu, ainda, a apresentar a planta baixa atual das edificações, com indicação do despejo de todos os resíduos – inclusive de águas de chuva –, além de apresentar a outorga de uso de recursos hídricos em relação a todos os despejos.

Na reunião, representantes da Imerys apresentaram resposta à recomendação do MPF emitida na terça-feira. O MPF havia recomendado que a mineradora desse ampla publicidade aos fatos ocorridos, às apurações preliminares feitas pela empresa, às providências já adotadas e às medidas a serem tomadas quanto ao incidente, para assegurar transparência para a população afetada.

Segundo a mineradora, a empresa está em contato direto com a prefeitura de Barcarena, para auxiliar no que for necessário, e as investigações estão em curso com a participação das autoridades locais, sem riscos detectados de novos focos de incêndio. Ainda de acordo com a Imerys, nenhum outro incidente foi registrado além do ocorrido na segunda-feira.

POSTURA

MPF, MPPA e DPE cobraram uma postura proativa da mineradora, indicando que a empresa deve fazer levantamentos em campo para pleno atendimento da população afetada. Representantes da secretaria se comprometeram a tratar o tema como prioritário. A Semas também informou que logo após o incidente a secretaria autuou a Imerys por contaminação do ar, por não comunicação do ocorrido e por contaminação do solo do entorno.

Desde segunda-feira equipes periciais integrantes de instituições públicas presentes na reunião e também de outros órgãos públicos, como Instituto Evandro Chagas (IEC) e Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, estão trabalhando em Barcarena para coletar materiais e informações que possam ser úteis para explicar os motivos do incidente e a extensão dos seus impactos.

O incêndio ocorreu na segunda-feira (6), quando um dos galpões da Imerys pegou fogo e espalhou uma nuvem de fumaça sobre a Vila do Conde, em Barcarena. O acidente, segundo a mineradora, teria sido provocado por um produto químico usado no beneficiamento de caulim, o hidrossulfito de sódio.

Em nota, a Imerys informou que após as reuniões com o MPPA, MPF e DPE nesta quarta-feira, 8, está analisando internamente as demandas. “As investigações acerca do incêndio ocorrido na noite da segunda-feira, 6, seguem em curso pela empresa com a participação das autoridades locais e estaduais”, informou.

COMUNIDADES

Os representantes da mineradora registraram na reunião que a empresa tem um canal chamado Fala Comunidade, para comunicação via WhatsApp (91 99116-9767) com as comunidades.


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