O corpo de Ruan Queiroz, de 18 anos, que foi encontrado com sinais de tortura em uma mata do bairro do Icuí, em Ananindeua, no último dia 4, foi enterrado diante do desespero e revolta dos familiares, que não se conformam com a falta de explicação para o crime.
Amigos e familiares do jovem realizaram um protesto, na noite desta sexta-feira (11), pedindo justiça pela morte do adolescente.
O ato ocorreu na avenida Pedro Álvares Cabral e contou com cerca de 40 manifestantes. O grupo bloqueou uma das vias da avenida. Os envolvidos no protesto estavam com ânimos exaltados, e policiais militares precisaram utilizar spray de pimenta.
De acordo com Leilane Queiroz, irmã mais velha de Ruan, o jovem era muito querido no bairro onde morava, não tinha envolvimento com a criminalidade e nunca teve passagens pela polícia, o que deixa a família desesperada em busca de um motivo para um crime tão cruel.
“Queremos uma resposta porque não pode ficar assim. Um jovem de 18 anos teve sua vida tirada e nós não sabemos quem foi. A única coisa que sabemos é que foi um Citroen prata. Pedimos que quem souber algo entre em contato, a família está sofrendo muito. Ele era do bem, tinha bom coração, você tá vendo que ele era muito querido”, disse a irmã durante o protesto.
Segundo a família, Ruan foi rendido e levado dentro de um carro por quatro homens. O bando chegou a entrar em contato com a mãe do garoto, pedindo cinco mil pra soltar Ruan. A família informou que não tinha a quantia, e Ruan apareceu no outro dia morto e torturado.
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