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GREVE DOS RODOVIÁRIOS

Paralisação segue e usuários penam nas paradas de ônibus

O cenário foi de paradas lotadas por pessoas tentando chegar no trabalho. Sem ônibus, muitos se arriscavam no transporte alternativo, pagando valores que chegavam ao dobro.

quarta-feira, 04/05/2022, 08:45 - Atualizado em 04/05/2022, 09:40 - Autor: Diego Monteiro/Diário do Pará

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Paradas lotadas e apenas ônibus clandestinos estavam disponíveis
Paradas lotadas e apenas ônibus clandestinos estavam disponíveis | Wagner Almeida/Diário do Pará

As paradas de ônibus de Belém, Ananindeua e Marituba ficaram lotadas, durante todo o dia da última terça-feira (3), após os rodoviários iniciarem a greve nos três municípios. Nas primeiras horas do dia, a equipe do Diário do Pará acompanhou a movimentação na cidade e Região Metropolitana.

Greve dos rodoviários prossegue e afeta comércio

Greve dos rodoviários na Grande Belém continua na quarta (4)

Na avenida Augusto Montenegro, por exemplo, todas as paradas estavam cheias. Lucileia Campos, de 42 anos, tentou seguir viagem, mas não encarou o aperto dentro dos veículos alternativos. “Já passou várias vans, mas quando abre a porta fica impossível entrar, devido a quantidade de pessoas espremidas, seja pelo risco de acidente ou de saúde, pois ainda vivemos a pandemia”, explicou a assistente social.

A professora Maria de Fátima Teixeira, 69, amargou a espera de uma condução para chegar ao trabalho. “Não tem jeito, toda vez que ocorre esse tipo de situação quem sofre somos nós, a população, principalmente quem depende dos ônibus e que não tem outra alternativa para seguir viagem”, declarou.

Com o anúncio da greve, cresceu o número de oferta de transporte alternativos, como as vans, mototaxistas e motoristas de aplicativo. Porém, os passageiros estão sentindo no bolso, já em alguns casos, o preço da passagem saltou em 50% se comparado aos preços aplicados tradicionalmente.   

Passageiros se arriscaram nas vans do transporte alternativo
Passageiros se arriscaram nas vans do transporte alternativo | Celso Rodrigues/Diário do Pará
  

Para seguir viagem nas vans que fazem a rota Icoaraci/São Brás, a população desembolsou de R$ 5 a R$ 7. Para destinos mais longos, como o mercado do Ver-o-Peso, o preço cresce mais um pouco, e custava em torno de R$10. “Com base no histórico de greves que já passei, o preço das vans pode custar ainda mais caro no período da noite e nos sujeitamos por não ter outra opção”, contou a estudante Jéssica Soares, 20.

O transporte por aplicativo também sofreu reajuste para mais no valor da corrida. Uma corrida saindo do Conjunto Tenoné até o Terminal de Belém que custaria em média R$ 30, na manhã de ontem beirou os R$50.

“Creio que a melhor coisa a fazer é preparar o bolso, pois precisamos chegar ao trabalho e em seguida, retornar para as nossas casas. Fiz os cálculos rápido e estimo que vou gastar mais de R$ 20 reais só em um dia”, lamentou a assistente social Janaína Sousa, 42.

Até os mototaxistas aproveitam o momento para cobrar um pouco mais dos passageiros. “Para lugares mais próximos, cobramos entre 4 e 6 reais. Para os mais longos, pode sair por 10 a 15 reais. Mas estamos abertos para negociar, assim ambos saem satisfeitos”, detalhou o mototaxista Fabricio Coutinho, 33.

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