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Homeopatia; Ação na energia vital

A homeopatia busca analisar além do quadro clínico do paciente, mas também o seu aspecto mental e emocional a fim de encontrar a medicação adequada para a patologia que apresenta.

terça-feira, 10/05/2022, 08:23 - Atualizado em 10/05/2022, 13:58 - Autor: Cintia Magno

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Guaraná é um exemplo de planta medicinal
Guaraná é um exemplo de planta medicinal | (Divulgação)

Reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil desde 1980, a homeopatia é uma ciência que reconhece o corpo humano como um complexo que se mantém organizado pela energia vital, que é a unidade de ação que rege a vida física. Nesse sentido, a doença é causada pelo desequilíbrio desta energia e a medicação homeopática age justamente nesta energia vital, reequilibrando-a, e curando a doença física, consequentemente.

A homeopatia busca analisar além do quadro clínico do paciente, mas também o seu aspecto mental e emocional a fim de encontrar a medicação adequada para a patologia que apresenta. Todos podem adotar a homeopatia, desde bebês até idosos, além de também ser utilizada na medicina veterinária.

Plantas medicinais; As vantagens da fitoterapia

Para entender melhor os princípios que permeiam a prática da homeopatia, a presidente da Associação Médica Paraense de Homeopatia, Kátia Regina Cordovil de Almeida, explica que a ciência foi criada pelo médico alemão Christian Friedrich Samuel Hahnemann, ainda em 1796.

“O Samuel Hahnemann era um médico muito conhecido na Alemanha, poliglota e que era muito bem preparado e com forte inclinação intelectual, inclusive com grande conhecimento de química. Depois de um período, ele ficou desencantado com a medicina da época que, no seu ponto de vista, não curava, e começou a se dedicar a fazer traduções”, explica a médica. “Nessas traduções, ele descobriu a matéria médica da China, que é um remédio que era usado para malária na época”.

 

Médico alemão Samuel Hahnemann foi o criador da homeopatia em 1796
Médico alemão Samuel Hahnemann foi o criador da homeopatia em 1796 | Reprodução
  

Kátia explica que Hahnemann descobriu em suas experiências, que os sintomas que a China causava nas pessoas saudáveis, eram os mesmos sintomas da malária e foi a partir daí que o médico começou a relacionar os seus experimentos à Lei dos Semelhantes, conceito já descrito pelo ‘Pai da Medicina’, Hipócrates. “Então, Hahnemann começou a fazer experimentos com a China e depois ele começou a fazer em várias substâncias, plantas, utilizando minerais e animais também”, conta. “A homeopatia tem como princípios básicos a Lei dos Semelhantes; a Experimentação no Homem São; doses infinitesimais e medicamento único”.

DILUIÇÕES

A partir do princípio das doses infinitesimais, a homeopatia trabalha com medicamentos feitos a partir de substâncias altamente diluídas, que buscam restabelecer o equilíbrio do organismo e estimular o sistema de cura da energia vital natural do ser vivo. “Todo remédio homeopático não tem mais matéria, ele tem a energia daquela matéria”, explica Kátia. “Para exemplificar a Lei dos Semelhantes, podemos dar o exemplo de um remédio feito da abelha inteira, que é o Apis Mellifica, que é muito utilizado em casos agudos de alergia, edema de glote, inchaço de rosto, assim como em casos de doenças crônicas diversas, desde que os sintomas do paciente concordem com os sintomas causados pela medicação experimentada”.

Segundo Kátia, nesse medicamento usa-se a abelha inteira, que é macerada, e se faz o preparo de uma tintura que vai ser diluída a tal ponto que não vai ter mais matéria, mas sim a energia dessa matéria. “Essa tintura, diluída e dinamizada (através de sucussões) se torna o medicamento homeopático que vai curar os sintomas semelhantes àqueles causados pela abelha. Cada medicação homeopática é como se fosse um personóide que, nas suas experimentações no homem sadio, apresentam sintomas mentais, emocionais e físicos e, a cura se dá quando os sintomas do paciente são semelhantes aos destas medicações”. 

O que já se tem, hoje, em relação a uma identificação de plantas que são tradicionalmente utilizadas para fins medicinais consta em duas listagens oficiais: a Farmacopeia Brasileira, publicação do Governo Federal que contém uma lista de plantas que passaram por alguns estudos que apontam os seus usos. Predominantemente, a lista contempla plantas exóticas, mas algumas ocorrem na região amazônica, sendo algumas delas endêmicas. Dois exemplos de plantas típicas da Amazônia que constam na lista oficial da Farmacopeia Brasileira são o guaraná e a unha-de-gato.

Outro documento oficial que relaciona algumas das plantas com sabido uso para fins medicinais é a lista de plantas já reconhecidas para o uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS), via programa de Farmácias Vivas.

VOCÊ SABIA?

l Formas farmacêuticas para oferta de plantas medicinais no SUS

l Os programas alinhados à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares podem oferecer as plantas medicinais, na forma de:

l Planta fresca (in natura): espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos. Considera-se planta fresca aquela coletada no momento de uso.

l Planta seca (droga vegetal): planta medicinal, que contenha as substâncias responsáveis pela ação terapêutica, após processos de coleta, estabilização – quando aplicável – e secagem, podendo ser apresentada na forma íntegra, rasurada, triturada ou pulverizada.

l Fitoterápico manipulado: preparados em farmácias, com manipulação autorizada pela Vigilância Sanitária.

l Fitoterápico industrializado: produzido e comercializado mediante registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)/ Ministério da Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

 

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