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Paraense vítima de acidente no PR pede ajuda para cirurgias

A família gasta em torno de R$ 2.000 (dois mil reais) mensais com medicamentos, para Jully. Com a realização de uma das cirurgias alguns remédios poderão ser suspensos.

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Imagem ilustrativa da notícia Paraense vítima de acidente no PR pede ajuda para cirurgias camera Cirurgia é esperança para que gastos reduzam e Jully tenha melhoras | Wellington Jr. / RBATV

Um ano e quatro meses depois do acidente que matou 19 pessoas e deixou outras 39 feridas, no Paraná, a empresa TC Turismo, responsável pelo veículo que saiu do Pará com destino à Santa Catarina, ainda é alvo de cobranças por parte de muitas vítimas do acidente. Entre elas, Jully Ketlen, que agora precisa de três cirurgias.

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Luiza Silva, mãe de Jully, contou um pouco do drama vivido pela família, nesse processo e disse estar muito preocupada com a qualidade de vida da filha. "Antes eram somente duas [operações], mas agora são três. São coisas delicadas, como na coluna. Precisamos fazer com urgência para que ela viva melhor", contou Luiza.

A família gasta em torno de R$2.000 (dois mil reais) mensais com medicamentos, para Jully. Com a realização de uma das cirurgia alguns remédios poderão ser suspensos.

"Um medicamento que é pra dor custa mais de R$200 (duzentos reais) e por mês são quatro caixas. Se ela fizer uma dessas cirurgias tudo tende a melhorar. É tudo muito cedo para informar, porém, com a cirurgia os médicos terão resultados mais claros", informou Luiza.

Paraense vítima de acidente no PR pede ajuda para cirurgias
📷 |Wellington Jr./ RBATV

A jovem que iria realizar o sonho de cursar a universidade, não estudar consegue mais, se sente limitada, por conta das dores que, segundo ela, são intensas. "Não consigo estudar, ter lazer, ir no cinema. Quinze minutos sentada e as dores vêm e com ela, os movimentos involuntários. Tentei fazer o Enem este ano, mas, sai carregada com muita crise." desabafou Jully.

No veículo estavam 53 passageiros, todos de mudança para os estados do Paraná e Santa Catarina. Com base nos fatos, a Polícia Civil contatou que a viagem não se tratou de um fretamento turístico e sim transporte clandestino de passageiros.

Segundo a perícia, no momento do acidente o freio do veículo estava funcionando parcialmente. A falta de manutenção no ônibus e a alta velocidade foram cruciais para a tragédia.

Jully foi arremessada do ônibus e ficou a 20 metros de onde ficaram os destroços. Segundo ela, o condutor do veículo não diminuía a velocidade, mesmo com muitas curvas na região.

Um ano depois, a família continua pedindo para que a empresa TC Turismo arque com o prometido anteriormente, ou que alguém colabore com as cirurgias. "Só peço ajuda. Quero que minha filha volte a viver normalmente. Quem tiver condições nos avise. Os documentos estão aqui para quem quiser verificar", finalizou a mãe da vítima.

Resposta:

A reportagem do DOL entrou em contato com a empresa TC Turismo e perguntou sobre a situação de Jully. Segundo Theo Cruz, proprietário da empresa, ele está dando todo o apoio à jovem, em relação a consultas e exames. Entretanto, sobre as cirurgias, quem está a frente disso, no momento é a seguradora. Até o fechamento desta matéria, o Dol não teve resposta da companhia de seguros.

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Relembre:

O acidente foi pouco depois das oito horas da manhã, no dia 25 de janeiro de 2021, na Br-376, em Guaratuba, litoral do Paraná. Câmeras de monitoramento que ficam na estrada flagraram o momento em que o veículo passa, bate na mureta de proteção e cai de uma ponte. Mais de dez veículos de resgate e um helicóptero ajudaram no socorro. Na época o governo do Pará fretou um avião para trazer sobreviventes e os 19 corpos dos paraenses, para o estado.

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