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FISCALIZAÇÃO

Operação impede venda de linhas cortantes em praias

A fiscalização é para cumprir a lei e evitar que acidentes aconteçam, como o da pequena Yasmim que teve o pescoço cortado e morreu.

sábado, 16/07/2022, 21:30 - Atualizado em 16/07/2022, 21:28 - Autor: com informações de Ascom/Segup

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Imagem ilustrativa da notícia: Operação impede venda de linhas cortantes em praias
| ( Reprodução )

No último dia 7 de julho, uma menina de apenas 5 anos de idade morreu ao ter o pescoço cortado por uma linha com cerol usada para empinar pipas e papagaios. O caso foi em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém e gerou grande comoção social.

No Pará, a Lei Estadual nº 9.597/2022 proíbe a posse, fabricação e comercialização de linhas cortantes com cerol (vidro moído), linha chilena e similares, independentemente da aplicação de cerol. O descumprimento acarreta ao infrator, quando pessoa física, o pagamento de multa no valor de R$ 50,00. Se for menor, os pais ou responsáveis responderão pelo ato.

 

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Neste fim de semana, agentes do sistema de Segurança Pública montaram uma operação para fiscalizar o uso e venda de pipas com linhas cortantes segue sendo alvo de uma intensa fiscalização nas praias do Atalaia, em Salinópolis, e na Grande e do Amor, localizadas no Distrito de Outeiro, na Grande Belém.

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"Os órgãos de segurança continuarão intensificando as fiscalizações relacionadas às linhas cortantes dentro da Operação Verão, visando evitar danos, inclusive mortes. Portanto, estamos garantindo ações integradas com órgãos municipais para trabalhar essa orientação a todos, principalmente aos que estão nos balneários, para que todos tenham um lazer seguro e sem ocorrências e acidentes com esse tipo de material. Reiteramos que não é proibido o uso de pipas, o que não se pode é usar linhas cortantes que se torna prejudicial a todos", enfatizou o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado. 

No distrito de Outeiro, em Belém, agentes de segurança pública atuam em duas frentes, nas praias Grande e do Amor, onde ainda durante a manhã de sábado, foram apreendidas linhas e foi feita a orientação para usuários e ambulantes que trabalham com o material, com o objetivo de garantir a conscientização tanto de usuários que em sua maioria são crianças, como de comerciantes.

 

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Para o vendedor de pipas Alex Santos, o trabalho dos órgãos de segurança é para o bem de todos. "A orientação é importante e faz um bem para todos porque sabemos os riscos de acidentes com as linhas enceradas. Assim vai evitar qualquer acidente tanto para as crianças quanto adultos. Agora só estou vendendo linhas brancas, pra evitar qualquer acidente", disse.

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Segundo o estudante Ednaldo Junior, que aproveitava a manhã de sol para empinar pipa em Outeiro, o conhecimento de não utilizar as linhas enceradas é essencial para todos que gostam da prática nesse período. "Uma vez estava de moto com meu pai e quase fui vítima de um ferimento com linha encerada, mas felizmente conseguimos parar a tempo. Então, hoje, vejo a importância de não usar o cerol, e sim a linha branca. Temos lazer e proteção ao mesmo tempo", disse o estudante.

Em Salinópolis, já foi possível observar o uso de linhas brancas, não cortantes, pelas crianças e adultos que soltavam pipas na faixa de areia. Durante a fiscalização foi realizado o trabalho preventivo e todos os ambulantes estavam apenas com linhas brancas, apenas alguns frequentadores ainda utilizavam a linha chilena, a qual foi recolhida e os mesmos orientados. 

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