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Afogamento matou quase 100 pessoas este ano no Pará

Os números registrados até junho deste ano também apontam que 255 pessoas se afogaram em rios, igarapés, praias e demais balneários do Pará. Segundo o Corpo de Bombeiros, a taxa de óbitos tem caído cerca de 30%

quarta-feira, 20/07/2022, 08:41 - Atualizado em 20/07/2022, 08:39 - Autor: Wesley Costa

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Guarda-vidas estão espalhados pelos municípios paraenses para evitar que esses acidentes ocorram
Guarda-vidas estão espalhados pelos municípios paraenses para evitar que esses acidentes ocorram | Wagner Santana / Diário do Pará

Casos de afogamento são comuns de serem registrados em várias regiões do Pará durante o período de veraneio. Geralmente, esses acidentes ocorrem devido a imprudência de banhistas e, até mesmo, pela falta de atenção e cuidados de pais e responsáveis que costumam levar suas crianças para passear e se divertir nos balneários durante as férias escolares de julho.

Neste último final de semana, a notícia da morte de três pessoas por afogamento, entre elas duas crianças, chamou a atenção para os riscos que algumas áreas de praias, igarapés e até mesmo de piscinas oferecem aos seus visitantes. A primeira delas ocorreu em Marabá. Segundo testemunhas, um militar do exército morreu afogado no Rio Tocantins, após tentar salvar outras pessoas que também estavam se afogando.

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Salinas: criança morre afogada em piscina de resort de luxo

No mesmo dia, duas crianças de três anos também morreram afogadas. As vítimas foram Gael Mota e Ana Camily da Silva. O corpo do menino foi achado sem vida dentro da piscina de um resort de luxo, em Salinópolis, onde passava o domingo com a família. Já a pequena Ana, perdeu a vida enquanto brincava às margens do Rio Ipixuna, na cidade que leva o mesmo nome.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Pará (CBMPA), entre janeiro e dezembro de 2021, foram registrados 469 afogamentos. Desses, 135 foram vítimas fatais. Este ano, até o mês de junho, 255 pessoas também se afogaram e 98 morreram em áreas de praia, rios e demais balneários espalhados pelo Pará.

QUEDA

Segundo o capitão do CBMPA, Israel Souza, apesar dos índices gerais, o número de vítimas fatais tem reduzido bastante. “Os números de afogamentos são preocupantes. Uma vida que esteja em perigo é fator que traz preocupação para a instituição do Corpo de Bombeiros. Nos últimos, anos o número de ocorrências relacionadas a afogamentos tem tido um leve movimento, mas os afogamentos fatais têm diminuído cerca de 30%. A maioria são catalogados em áreas desprotegidas e que não tem o apoio dos nossos serviços”, disse.

O bombeiro afirma que dá para aproveitar o verão em segurança e destaca algumas dicas para evitar acidentes. A primeira delas é observar o espaço e verificar se o estabelecimento dispõe de equipes de Guarda-Vidas. “Esses profissionais fazem toda uma prévia dos riscos existentes e particular de cada local. Tem praias que, por exemplo, escondem ‘valas’, onde há uma corrente de retorno bem mais acentuada e pode arrastar a pessoa para o meio das bacias”, explicou.

O capitão ainda destaca que, além da triagem, a corporação também adota um esquema de planejamento e atuação com militares que passaram por um rigoroso sistema de treinamento. “Nós esperamos não atuar. Mas se necessário for, iremos fazer todo o salvamento com a qualidade e segurança que o Corpo de Bombeiros sempre dispõe”, completou.

O militar também lembrou dos cuidados que se deve ter com as crianças. “Se você é pai ou responsável por uma criança, mantenha ela sempre sob a sua supervisão e alcance, principalmente se ela for muito pequena. A distância de segurança é o alcance do braço, onde você pode fazer uma intervenção imediata. Aos adolescentes, mesmo sabendo nadar, sempre deve ter uma supervisão de um adulto também”, orientou.

Consulte sempre se o lugar é apropriado para banhos

Para os adultos, a dica é sempre buscar informações sobre os locais para tomar banho. “Mesmo pessoas adultas que saibam nadar nas praias tem correntezas fortes. Dependendo da praia em que você está frequentando, ela pode ter uma corrente de retorno que te surpreenda. Então, chegou no local e tem dúvidas, pergunte aos nossos guarda-vidas. Eles sabem indicar qual é o local apropriado para o banho e que você pode frequentar com a sua família”, disse Israel Souza.

 

Nunca pule na água sem ter certeza das condições do local
Nunca pule na água sem ter certeza das condições do local | Irene Almeida / Diário do Pará
 

Ao avistar alguém se afogando ou precisando de ajuda, a dica é tentar acionar o mais rápido possível o Corpo de Bombeiros. “Se você não tiver condicionamento físico adequado, conhecimento e treinamento específico, não tente salvá-la. Porque você realmente pode se tornar uma nova vítima. Se presenciar algo e tiver bombeiro perto, chame que ele saberá o que fazer adotando todos os procedimentos”, reforçou o capitão.

O militar ressalta ainda que o número 193 fica disponível 24h por dia para atender aos chamados da população. “Temos equipes preparadas para fazer o acionamento em qualquer praia, clube ou balneário em que você esteja, para que uma equipe especializada possa fazer a intervenção. Mesmo se tiver alguém que tenha conhecimento sobre os primeiros procedimentos de socorrer uma vítima, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado”, concluiu o bombeiro Israel Souza.

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