
Na manhã deste sábado (30), o Governo do Pará entregou à população a segunda etapa do Parque Cemitério Soledade, no centro histórico de Belém.
A obra de restauração, coordenada pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), foi realizada em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Universidade Federal do Pará (UFPA). Nesta fase, foram restaurados 150 túmulos, mausoléus e estruturas remanescentes de antigas irmandades religiosas.
A entrega integrou a programação da Semana do Patrimônio Cultural Brasileiro, promovida pelo Iphan, e incluiu uma aula pública com o historiador Michel Pinho, oficinas com a equipe do Laboratório de Conservação, Restauração e Reabilitação (Lacore/UFPA), além de apresentações culturais como a feira criativa e o grupo de choro Quinteto Caxangá.
“O Soledade faz parte de um contexto de transformação da cidade de Belém, e o compromisso que o governo do Estado vem assumindo nos últimos anos é de resgatar a memória e restaurar o nosso patrimônio. Em 2023, nós entregamos a primeira fase da obra, com quase 130 mausoléus e túmulos restaurados. Agora, são mais 150”, destacou o secretário-adjunto de Cultura, Bruno Chagas.
Conteúdo Relacionado:
- Sinalização bilíngue para a COP 30 é vistoriada em Belém
- Veja o vídeo! Indígenas da Amazônia mantêm preparo manual do acaí
- Diário do Pará traz série sobre relação equilibrada com a natureza na Amazônia
Segundo a superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, o local deixou de ser apenas um cemitério: “Aqui a gente fala de história, de contextualização, de patrimônio. É muito importante para entender o nosso passado, como esse cemitério foi constituído, porquê, pra que e pra quem”. A segunda etapa recebeu investimento de R$ 7 milhões, repassados pelo Iphan.
O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, celebrou a parceria institucional: “A gente fica muito feliz que esse espaço, que é um campo santo porque é um cemitério, também seja um espaço de visitação, de acolhimento da comunidade. Penso que é uma conquista para todo mundo; um legado para a comunidade do nosso Estado e, particularmente, da nossa cidade, e que a Universidade fica muito feliz em poder contribuir, e estar à disposição para continuar contribuindo”.
Desde a sua abertura como o primeiro cemitério museal do Pará, em 2023, o Parque Soledade tem se consolidado como um local de vivência cultural, educação patrimonial e turismo, com ações contínuas da Secult, como o projeto “Uma Noite no Museu”.
Quer ver mais notícias? Acesse nosso canal no WhatsApp
O historiador e professor Michel Pinho, que fez uma visita guiada ao cemitério, ressaltou a importância da reforma. “A entrega da segunda etapa é fundamental porque devolve à sociedade o que é mais caro a ela, que é a formação histórica e também a formação da cidade. Isso só revalida a necessidade de a gente investir cada vez mais na cultura e na preservação. Fazer uma aula pública no Cemitério da Soledade é um desafio, porque normalmente as pessoas não conseguem aliar a sua identidade com a formação histórica de um cemitério. Na verdade, é o inverso. Pensar sobre esses ritos, sobre essas tradições, só reforça a nossa necessidade de estudar”.
A visitação neste sábado atraiu moradores, estudantes e curiosos. A estudante Ana Carolina Bordallo, que se prepara para o vestibular, participou da aula de história e se encantou com o espaço: “Já pensei em cursar a faculdade de História, e achei muito bacana todo o estilo, a arte, a cultura que tem aqui. Me chamou muita atenção a diferença socioeconômica de um lado para o outro, a parte mais simples, comparada com esses mausoléus chiques. Foi a primeira coisa que eu notei. A restauração ficou muito bacana”.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar