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Chuvas aumentam risco de picadas de cobra: veja onde buscar socorro em Belém

Inverno amazônico, cheias de rios e mudança no habitat de animais peçonhentos aumentam atendimentos do Ciatox em Belém, Mosqueiro e Combu.

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Imagem ilustrativa da notícia Chuvas aumentam risco de picadas de cobra: veja onde buscar socorro em Belém camera Dados do Ciatox Belém mostram que a maioria dos atendimentos recentes por acidentes com serpentes na RMB envolve a jararaca. | Divulgação/Instituto Butantan

O ciclo das chuvas sempre impôs à Amazônia um ritmo próprio, em que a natureza se rearranja e a vida urbana precisa reaprender a conviver com os efeitos desse movimento. No inverno amazônico, período marcado por volumes elevados de chuva e alterações no nível dos rios, esse equilíbrio se torna ainda mais delicado, exigindo atenção redobrada da população que vive em áreas urbanas e rurais da Região Metropolitana de Belém.

Com as cheias, animais peçonhentos como as serpentes tendem a deixar seus habitats naturais alagados em busca de terrenos mais secos, o que aumenta a possibilidade de encontros com humanos. A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), por meio do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Belém (Ciatox), reforça que esse cenário é esperado nesta época do ano e torna indispensável a adoção de medidas preventivas, sobretudo em áreas próximas a igarapés, jardins, terrenos baldios e locais com acúmulo de vegetação ou entulho.

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Segundo dados do Ciatox, houve aumento recente no número de atendimentos relacionados a acidentes com serpentes, com registros tanto na área continental de Belém quanto nas ilhas do Combu e de Mosqueiro. A coordenadora do serviço, Shirley Dourado, explica que a maioria dos casos envolve a jararaca, espécie bastante comum na região. “São ocorrências típicas do período chuvoso. Por isso, é fundamental que a população redobre os cuidados e evite áreas consideradas de risco”, alerta.

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ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO

Os atendimentos especializados são realizados pelo próprio Ciatox, que funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto, sob regulação da Sesma. Em situações de acidente com animais peçonhentos, a orientação é procurar imediatamente um dos prontos-socorros de Belém, que dispõem de soro antiofídico e equipes preparadas para o atendimento inicial e o devido encaminhamento dos casos.

"O serviço funciona por demanda. Todo acidente precisa ser avaliado em um pronto-socorro, onde será definida a conduta terapêutica adequada. No inverno amazônico, esse aumento nos atendimentos é recorrente, o que reforça a importância da atenção e dos cuidados preventivos", destaca a coordenadora.

CUIDADOS BÁSICOS

Entre as recomendações estão atitudes simples no cotidiano, como manter quintais e calçadas limpos, evitar o acúmulo de entulho, vedar frestas em residências, usar botas ao circular em áreas de mata e redobrar a atenção em locais alagados ou com vegetação densa. “Esses animais fazem parte do ecossistema e têm papel fundamental no equilíbrio ambiental. O cuidado deve ser coletivo, especialmente em ambientes onde a ocorrência é mais provável, como rios, igarapés, trilhas, jardins e áreas abertas”, conclui Shirley Dourado.

SERVIÇO:

ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS

  • Onde buscar atendimento
  • Prontos-socorros de Belém: atendimento imediato em casos de picadas ou contato com animais peçonhentos.
  • Ciatox Belém (Centro de Informação e Assistência Toxicológica): funciona no Hospital Universitário João de Barros Barreto**, com orientação especializada e apoio às equipes de saúde.
  • Quando procurar ajuda
  • Imediatamente, ao suspeitar ou confirmar acidente com serpentes, escorpiões ou outros animais peçonhentos. Não espere os sintomas evoluírem.
  • Tratamento
  • Disponibilidade de soro antiofídico nos prontos-socorros, com equipes capacitadas para avaliação e encaminhamento.
  • O que NÃO fazer
  • Não fazer torniquete
  • Não cortar ou sugar o local da picada
  • Não usar substâncias caseiras ou medicamentos sem orientação médica
  • Prevenção no dia a dia
  • Manter quintais e terrenos limpos
  • Evitar acúmulo de entulho e folhas
  • Vedar frestas em casas
  • Usar botas e luvas em áreas de mata ou alagadas
  • Redobrar atenção em igarapés, jardins e trilhas, especialmente no inverno amazônico
  • Atenção redobrada
  • O risco aumenta durante o período chuvoso (inverno amazônico), quando animais buscam locais mais secos.
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