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RISCO AGRÍCOLA

"Vassoura-de-bruxa" ameaça lavouras de mandioca em Tracuateua. Entenda!

Encontro técnica reuniu órgãos e produtores para prevenir avanço da vassoura-de-bruxa na região bragantina

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Imagem ilustrativa da notícia "Vassoura-de-bruxa" ameaça lavouras de mandioca em Tracuateua. Entenda! camera A reunião foi organizada pelas Promotorias de Justiça Agrária das regiões de Castanhal e Marabá e teve caráter técnico, orientativo e preventivo. | Divulgação/PJ de Marabá/Ascom/MPPA

Com o objetivo de desenvolver ações preventivas e orientar produtores rurais diante dos riscos fitossanitários à cultura da mandioca, diante do avanço da vassoura-de-bruxa, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) promoveu, nesta última quarta-feira (21), uma Reunião Técnica de Alinhamento Preventivo em Tracuateua, na região da Costa Bragantina. A iniciativa ocorre após a confirmação da presença da doença em três municípios paraenses, conforme a Portaria SDA/MAPA nº 1.512, do dia 07 de janeiro de 2026.

A reunião foi organizada pelas Promotorias de Justiça Agrária das regiões de Castanhal e Marabá e teve caráter técnico, preventivo e orientativo, sem configurar ação fiscalizatória. O encontro reuniu representantes do Senar, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Embrapa, da Emater, da Faepa, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), além de prefeitos, secretários municipais de agricultura da região bragantina, produtores rurais e instituições ligadas à defesa sanitária e à segurança alimentar.

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Durante a reunião, a promotora de Justiça Agrária Alexssandra Muniz Mardegan destacou a gravidade do cenário fitossanitário. Segundo ela, o avanço da vassoura-de-bruxa no Amapá, onde a praga já se espalhou praticamente por todo o território, e a confirmação da chegada da doença no Pará exigem articulação institucional, ações técnicas coordenadas e iniciativas de conscientização para prevenir e mitigar os impactos socioeconômicos sobre as famílias produtoras.

Já a promotora de Justiça Ione Missae da Silva Nakamura enfatizou a importância de uma comunicação técnica acessível aos agricultores. Ela ressaltou que a mandioca é fundamental para a segurança alimentar de milhares de famílias e que a disseminação de informações em linguagem simples, aliada à capacitação dos produtores, é decisiva para reduzir os impactos da praga.

Entre as contribuições apresentadas, o Senar colocou à disposição o programa ATeG (Assistência Técnica Gerencial), com acompanhamento técnico especializado e capacitação voltada aos agricultores familiares. A Ufra anunciou a elaboração de um projeto para levar conteúdos educativos sobre a praga às escolas públicas, com material que poderá ser replicado em todo o estado. Já a Embrapa informou que desenvolve experimentos no Amapá e que reuniu material genético de três estados na busca por variedades de mandioca resistentes, solicitando ainda que os produtores realizem registros de campo para subsidiar as pesquisas.

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O secretário municipal de Agricultura de Tracuateua e maniveiro, José Dutra, defendeu a criação de uma força-tarefa para conter a propagação da doença. Ele destacou que a mandioca é uma cultura estratégica para a segurança alimentar e que o enfrentamento da praga exige resposta rápida, integrada e coordenada.

Ao final do encontro, foram deliberadas diretrizes e propostas iniciais, como a elaboração e difusão de materiais educativos em linguagem acessível, a capacitação técnica dos produtores por meio do SENAR/ATeG, Adepará e Emater, a manutenção e atualização do cadastro de produtores de mandioca e das casas de farinha, além do estudo e avaliação de barreiras sanitárias estaduais e de mecanismos de apoio que não comprometam a subsistência dos agricultores.

Uma nova reunião ficou agendada para o dia 27 de fevereiro de 2026, no município de Bragança, com a participação ampliada dos municípios da região bragantina

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