Há acontecimentos que rompem a rotina silenciosa das ruas e impõem à cidade um desconforto difícil de ignorar. Entre o vai e vem apressado de moradores, o cenário urbano, acostumado à pressa e à indiferença, por vezes se torna palco de episódios que provocam choque, indignação e um inevitável sentimento coletivo de perplexidade. Foi assim que um caso recente em Ananindeua trouxe à tona imagens e revelações que rapidamente ultrapassaram os limites do município e ganharam repercussão mais ampla.
O caso ganhou força justamente quando um vídeo começou a circular nas redes sociais, mostrando o momento em que uma mulher caminhava por uma rua do conjunto Jaderlândia 1, em Ananindeua, carregando uma sacola. A repercussão das imagens contribuiu diretamente para o avanço das investigações, que culminaram na identificação e na confissão da suspeita de ter abandonado um feto no local.
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A prisão ocorreu na sexta-feira (13), realizada por agentes da Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Homicídios. De acordo com a corporação, a mulher admitiu ter deixado o feto dentro de uma caixa de papelão em via pública. Apesar da prisão em flagrante, ela foi liberada após pagar fiança e vai responder ao processo em liberdade.
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As imagens que vieram à tona mostram duas mulheres caminhando juntas. Em determinado trecho, uma delas aparece com o objeto que, segundo a investigação, continha o feto. A gravação passou a ser compartilhada amplamente, provocando indignação e ajudando a polícia a reconstruir os acontecimentos.
RELEMBRE O CASO
O episódio havia sido descoberto um dia antes, na quinta-feira (12), quando moradores estranharam o conteúdo da caixa deixada na rua E e acionaram a polícia. O achado mobilizou equipes especializadas, que estiveram no endereço para preservar a área e iniciar os primeiros levantamentos.
Profissionais da Polícia Científica realizaram os procedimentos de remoção e deram início à análise pericial, que deve ajudar a esclarecer detalhes ainda indefinidos, como o tempo de gestação e as circunstâncias que antecederam o abandono.
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