A campanha de vacinação contra a influenza no Pará enfrenta atraso preocupante. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), até o momento foram aplicadas 1.131.132 doses das 2.574.140 disponíveis, o que coloca a cobertura geral abaixo da meta estabelecida. Entre os grupos prioritários (crianças, gestantes e idosos) apenas 41% receberam a imunização, muito distante da meta de 90% definida pelo Ministério da Saúde.
De acordo com os números, apenas 329.667 idosos foram vacinados de um total estimado de 961.835, enquanto entre as crianças foram aplicadas 332.667 doses, representando 47% da meta. Gestantes apresentam melhor índice, com 65.641 vacinadas, atingindo 74% do previsto.
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“O cenário ainda nos preocupa, principalmente porque estamos abaixo da meta ideal de cobertura. A vacina é a principal forma de proteção contra a influenza e suas complicações e é fundamental que a população procure os postos de saúde”, destacou o secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado.
A coordenadora estadual de imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde, enfatiza os riscos da baixa adesão. “A não vacinação aumenta o risco de quadros de gripe com agravamentos, como pneumonia e síndrome respiratória aguda grave, além de descompensar doenças crônicas como diabetes, doenças pulmonares e cardíacas”, explicou.
Além de crianças, gestantes e idosos, o público-alvo inclui pessoas com comorbidades, professores, profissionais de saúde e motoristas de transporte coletivo. A Sespa orienta que a população procure os postos de saúde o quanto antes, enquanto os estoques durarem e seguindo o calendário da campanha.
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Para ampliar a cobertura, a Sespa recomenda que os municípios intensifiquem as estratégias, incluindo divulgação reforçada, aumento de pontos de vacinação e atuação de agentes comunitários na busca ativa de grupos prioritários. “A vacina está disponível e é segura. Precisamos do apoio da população para aumentar essa cobertura e proteger principalmente os mais vulneráveis”, reforçou Jaíra Ataíde.
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