No compasso da agenda ambiental que ganha cada vez mais centralidade no debate público, o Pará dá um passo simbólico e estratégico ao institucionalizar uma data dedicada à preservação de seus territórios protegidos. Em meio às discussões sobre desenvolvimento sustentável e valorização da biodiversidade, o Estado reafirma seu protagonismo ao reconhecer, oficialmente, a relevância das unidades de conservação para o presente e o futuro da Amazônia.
Foi publicada nesta quarta-feira (22), no Diário Oficial do Estado (DOE), a lei sancionada pela governadora Hana Ghassan Tuma que institui o Dia Estadual das Unidades de Conservação do Pará. A data passa a integrar o calendário oficial e será celebrada anualmente em 18 de julho, em alusão à criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, estabelecido pela Lei Federal nº 9.985/2000.
CONTEÚDO RELACIONADO
- Turismo cresce 15% e movimenta R$ 200 milhões em Santarém
- Câmara aprova auxílio emergencial para vítimas de enchentes em Belém
- Polícia investiga incêndio criminoso a caminhões no Pará
RECONHECIMENTO E ESTRATÉGIA AMBIENTAL

A criação da data representa mais do que um gesto simbólico: trata-se de um reconhecimento formal da importância das áreas protegidas na manutenção da biodiversidade e no fortalecimento de políticas de desenvolvimento sustentável. No Pará, 29 unidades de conservação são administradas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade, desempenhando papel essencial na proteção dos ecossistemas e na promoção de atividades econômicas sustentáveis.
Quer mais notícias do Pará? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
Essas áreas funcionam como verdadeiros pilares da política ambiental, garantindo a preservação dos recursos naturais ao mesmo tempo em que possibilitam iniciativas como o turismo de base comunitária e o manejo florestal responsável.
AÇÕES PARA AMPLIAR A CONSCIENTIZAÇÃO

De acordo com o texto da nova legislação, a instituição da data abre caminho para uma série de ações coordenadas entre o poder público e a iniciativa privada. Estão previstas iniciativas educativas, culturais, econômicas e socioambientais com o objetivo de ampliar a conscientização da população sobre a relevância das unidades de conservação.
A proposta é transformar a data em um momento de mobilização social, aproximando diferentes setores da pauta ambiental e incentivando o engajamento coletivo na preservação dos territórios protegidos.
BIOECONOMIA E GERAÇÃO DE RENDA
Além da preservação ambiental, as unidades de conservação também são fundamentais para a economia regional. Em regiões como as Florestas Estaduais de Trombetas e Paru, no oeste do Pará, atividades como a coleta de castanha-do-pará e cumaru garantem renda a centenas de famílias extrativistas.
Nesse contexto, a nova lei reforça o papel da bioeconomia como alternativa sustentável, incentivando práticas que conciliem conservação ambiental e geração de renda para populações tradicionais.
MARCO PARA O FUTURO
Para o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a criação do Dia Estadual das Unidades de Conservação representa um avanço significativo. Segundo ele, a iniciativa fortalece o reconhecimento do papel estratégico dessas áreas e amplia as possibilidades de diálogo com a sociedade.
A expectativa é que a data se consolide como um marco anual de reflexão, mobilização e valorização do trabalho desenvolvido por órgãos ambientais, pesquisadores e comunidades tradicionais, reafirmando o compromisso do Pará com a agenda ambiental e a proteção da Amazônia.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar