Ontem de manhã foram realizadas várias atividades para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção aos Acidentes com Escalpelamento. A programação aconteceu na praça Dom Pedro II e teve o objetivo de conscientizar a população, barqueiros e ribeirinhos sobre os riscos de acidentes em barcos que navegam com o eixo exposto. O evento, que foi organizado pela Comissão Estadual de Erradicação dos Acidentes com Escalpelamento, contou com o apoio de várias secretarias de Estado, além da Marinha do Brasil.
Segundo dados da Sespa, em média 80% dos casos de acidentes acontecem na região amazônica, afetando principalmente mulheres e meninas adeptas dos cabelos longos. Somente no Pará já foram registrados no período de 1982 até 2009, 242 vitimas, que em sua grande maioria são de municípios localizados no Marajó. Este ano já foram registrados três casos: dois escalpelamentos totais e um parcial.
De acordo com a pediatra e coordenadora do Projeto de Atendimento Intensivo no Atendimento a Vitimas de Escalpelamento (Paives), Socorro Belarmino, as maiores vitimas são as crianças. Ainda para ela, o maior objetivo do Paives é conseguir reestruturar pessoas de traumas que muitas das vezes é irreversível. “Fazemos um atendimento educativo e psicológico para tentar ajudar na superação de um acidente dessa proporção”, comenta Belarmino.
Para o capitão Roberto Bueno da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, que também participou do evento esse dia nacional tem o plano de erradicar de forma eficaz acidentes como este. Segundo Bueno, a Capitania procura realizar ações educativas com os ribeirinhos e barqueiros para que todas as embarcações usadas tenham seus eixos protegidos. Até março deste ano já foram doados 1200 protetores de eixos para 19 municípios do Pará. A meta é que sejam doados três mil protetores.
A dona de casa Rosecleia Monteiro, 31 anos, que é uma das vitimas de escalpelamento, comenta a importância sobre a movimentação nacional. “É fundamental esse apoio e a divulgação de acidentes como este”. (Diário do Pará)
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