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Encontro discute saúde nas escolas

“Antes, eu não sabia o que era AIDS, agora já sei o quanto é uma doença perigosa e o que eu tenho que fazer para me prevenir”, diz o estudante Artur Figueiredo, 12 anos. Assim como ele, centenas de jovens estudantes participaram do I Encontro Estadual do

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“Antes, eu não sabia o que era AIDS, agora já sei o quanto é uma doença perigosa e o que eu tenho que fazer para me prevenir”, diz o estudante Artur Figueiredo, 12 anos. Assim como ele, centenas de jovens estudantes participaram do I Encontro Estadual do Programa Saúde e Prevenção nas Escolas do Pará (SPE), que encerrou ontem.

O evento teve como objetivo desenvolver estratégias que ajudem a promover a saúde sexual e reprodutiva, reduzindo a vulnerabilidade de jovens e adolescentes às doenças sexualmente transmissíveis e à gravidez não planejada.

Professores, diretores e estudantes de escolas públicas de vários municípios do Pará, participaram do encontro que durou três dias. “Durante o evento, nós discutimos quais foram os avanços e quais os desafios que ainda temos para vencer em relação à sexualidade nas escolas”, afirma Patrícia Costa, que faz parte da coordenação do programa DST/AIDS do Estado.

Segundo ela, muitas escolas já implantaram programas de prevenção, mas, muitas ainda precisam adotar a sexualidade, como um tema prioritário. “Os jovens não têm formação em casa e acabam ficando muito vulneráveis. A escola é um local excelente para que eles possam ter conhecimento sobre o assunto”, ressalta.

O coordenador estadual de DST/AIDS da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), Lourival Marsola, explica que no Brasil o número de jovens entre 13 e 19 anos que têm contraído o vírus da AIDS, tem aumentado consideravelmente. Já no Pará, a realidade é outra. “Aqui no Estado a maior incidência de AIDS está entre homens na faixa etária de 20 anos”, ressalta.

Para evitar que o problema se agrave entre os jovens paraenses, o coordenador acredita que é necessário implantar políticas públicas desde cedo nas escolas. “Esse programa foi criado para trabalhar com os jovens temas como sexo, homofobia, gravidez precoce, drogas e etc. É uma oportunidade que eles têm também de falar o que sabem e o que pensam sobre esses temas”, diz Marsola. (Diário do Pará)

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