Ambulantes que foram retirados da travessa Padre Eutíquio na última quarta-feira pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) voltaram ontem ao local para uma mobilização para chamar a atenção ao problema dos trabalhadores.
Os ambulantes se concentraram nas calçadas onde costumavam trabalhar, mas não chegaram a fazer nenhum ato. “Estamos tentando percorrer todas as vias diplomáticas antes de qualquer coisa”, disse Rubens Silva, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Mercado Informal. Por todo o dia, agentes da Secon permaneceram no local para evitar que os ambulantes voltem a ocupar as calçadas.
Os trabalhadores dizem que estão sendo prejudicados com a falta de um espaço para trabalhar. “Temos contas para pagar e já estamos há três dias sem trabalhar”, conta uma das ambulantes. A proposta dos trabalhadores é permanecer no local até o dia 31 de dezembro. “Seria o tempo para a prefeitura adequar o Espaço da Palmeira. Ficaríamos até o dia 31 e depois sairíamos pacificamente. Estaríamos dispostos até a assinar um documento nos comprometendo”, informa Rubens.
No dia em que foram retirados, os ambulantes foram até a Câmara Municipal de Belém (CMB) pedir o apoio dos vereadores para a questão. Na ocasião, o presidente da CMB, vereador Walter Arbage (PTB), ficou de tentar uma reunião com o secretário municipal de Economia, João Amaral, ou com o prefeito Duciomar Costa.
Segundo Rubens, a reunião com o prefeito aconteceu na quinta-feira (4) e foi descartada a possibilidade de os ambulantes permanecerem na travessa Padre Eutíquio. Mas a assessoria de comunicação da Prefeitura de Belém disse desconhecer a reunião. A assessoria da Secon também negou que o secretário tenha reunido com os ambulantes. (Diário do Pará)
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