O uso de bonés, roupas, sombrinhas e filtros solares adequados ainda são os principais meios de proteção contra os raios solares e, consequentemente, contra o câncer de pele.
Foi buscando essa conscientização que, no último sábado (27), unidades e postos de saúde de todo o Brasil estiveram voltados para a Campanha Nacional de Controle do Câncer de Pele, realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Há onze anos, a campanha leva aos brasileiros informação, diagnóstico e tratamento de qualidade.
Belém teve dois postos de atendimento, um no campus da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e outro na Santa Casa de Misericórdia. Pelo Brasil, cerca de 160 postos foram espalhados para atendimento da população. Os pacientes realizaram exames clínicos gratuitos e receberam orientações sobre os cuidados com a exposição ao sol e prevenção do câncer de pele. “Caso seja diagnosticada alguma lesão, os pacientes serão encaminhados para tratamento especializado, também gratuito”, explicou Deborah Unger, coordenadora da campanha no Pará.
CAUSAS
“A doença é causada, principalmente, pelos raios ultravioletas, que penetram na pele e provocam o crescimento descontrolado das células. Dados recentes apontam que mais de 70% da população se expõe ao sol sem qualquer tipo de proteção”, detalhou a medica Elizabeth Constante, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), seção Pará.
A estimativa da organização da campanha em Belém era receber cerca de 400 pessoas para atendimento e a procura realmente foi significativa. Jussara Augusta foi uma das atendidas no posto da Santa Casa. Com manchas escurecidas concentradas especialmente nos braços, ela, que já estava com dúvidas, ficou tranquila depois da consulta. “Elas apareceram faz um tempo, mas começaram a coçar há uns dois anos, mas graças a Deus não é nada grave”.
Dados da SBD revelam que, em 2009, a incidência de cancêr de pele em Belém ultrapassou a margem dos 10%. Deste total, cerca de 60% foi detectado em pessoas do sexo feminino. O curioso é que 87% deste total não tem qualquer histórico pregresso de câncer e 92% não tem casos anteriores registrados na família. (Diário do Pará)
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