As farmácias de Belém já se adequaram à nova norma para os antibióticos, que desde o último domingo (28) têm sua venda controlada, de acordo com resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Porém, a nova regra tem causado muita confusão entre os consumidores.
O DIÁRIO percorreu seis farmácias de Belém. Em todas, a exigência da receita médica para a compra de antibióticos estava sendo realizada. No balcão de atendimento de todas as farmácias visitadas, foi possível encontrar placas informando sobre a resolução da Anvisa.
Clientes que tentavam comprar medicamentos sem receita tiveram que voltar para casa de mãos vazias. “Não estamos vendendo para ninguém (antibióticos sem receita). Várias pessoas tiveram que voltar sem o remédio. Temos que cumprir as regras e os clientes ainda estão se acostumando com as novidades”, disse a farmacêutica Érika Valério.
A autônoma Sandra Campos disse que acha a normativa exagerada. “Há três meses fui ao médico e ele me passou um remédio, tentei usar a mesma receita e eles não aceitaram. Agora vou ter que marcar outra consulta para comprar o medicamento que eu já sei que tenho que tomar”.
Já a administradora Maria Rosana Soares contou que assim que ficou sabendo das novas normas foi até o seu médico e pediu as duas vias da receita. “Confesso que é um processo um pouco chato e demorado, porém, tenho consciência de que a automedicação não faz bem a ninguém. Realmente, nós precisamos mudar este ato”.
RESOLUÇÃO
Agora, os antibióticos só poderão ser entregues ao paciente mediante a apresentação de duas vias da receita, que deverá ser de controle especial e com validade de dez dias, expedida por um médico ou dentista. Uma via ficará com o farmacêutico e a outra será carimbada, comprovando o atendimento, e devolvida ao paciente.
As receitas deverão ser registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), deverão ter o nome do medicamento ou da substância, dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade e nome completo do paciente. Deve constar também no registro o nome do médico e todos os dados do profissional, além da identificação de quem comprou o remédio, com nome, RG, endereço e telefone, data de emissão, tudo com letra legível e sem rasuras. Os antibióticos mudarão as embalagens, que terão uma tarja indicando “sob prescrição médica” e “retenção de receita”. (Diário do Pará)
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