“Considero uma perseguição política que sofremos dentro do município de Monte Alegre pela inconformidade de nossos adversários”. A sentença, proferida pela deputada estadual Josefina Carmo, mostrava a indignação da parlamentar com as denúncias de suposta compra de votos feitas pelo Ministério Público Eleitoral. Em sessão realizada na última segunda-feira na Assembleia Legislativa, a peemedebista frisou sua inocência e criticou as acusações.
Em seu discurso, a deputada falou um pouco de sua trajetória política, que teve início em 2006, quando se elegeu pela primeira vez deputada. Reeleita para mais um mandato, ela ratificou o complô direcionado a ela e seu esposo (atual prefeito de Monte Alegre, Jardel Vasconcelos), citando a ocasião em que manifestantes se dirigiram à porta da Assembleia Legislativa para protestar contra a vitória de Jardel.
“Eles agora querem novamente tentar tirar o mandato que foi construído pelo povo (...), mas tenho minha consciência tranquila, que em nenhum momento da minha trajetória política eu troquei votos com benefício de qualquer pessoa”, afirmou. Para concluir sua manifestação, a parlamentar pediu o apoio e solidariedade de seus pares e do partido, afirmando tratar-se de um ato covarde e desleal. “Sempre fui uma pessoa solidária, que procurou contribuir e ajudar a minha população, quando em cinco anos fui diretora do Hospital Municipal de Monte Alegre e secretária de Trabalho e Inclusão Social”, concluiu.
ACUSAÇÕES
Josefina Carmo é acusada pelo MPE de ser beneficiada por compra de votos. Outros três vereadores do município de Monte Alegre, Valdomiro da Silva Pinto, Jezreel Souza de Meireles e Rosalina Pereira Maranhão, além do secretário de Agricultura daquela cidade, João Tomé Filho, também foram denunciados pelo mesmo motivo. (Diário do Pará)
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