Pressionados pela Justiça e pelo governo, os pilotos e funcionários do setor aéreo suspenderam a greve marcada para ontem (23) em todo o país. O impasse, porém, continua: a categoria agora ameaça parar em janeiro. Embora não tenha havido greve, protestos da categoria ocorreram nos aeroportos de Guarulhos, Salvador e Brasília, mas sem grandes transtornos.
O sindicato dos aeroviários do Rio chegou a anunciar uma paralisação, na tarde de ontem de 20% da categoria -mas o movimento não surtiu efeito. A média de atrasos de voos no país foi de 38% até as 19h -no mês, esse índice é de aproximadamente 20%.
Os sindicatos suspenderam a greve após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar que 80% do efetivo trabalhasse ontem, sob ameaça de multa de R$ 100 mil. Horas antes, o presidente Lula também tinha apelado para que a greve não fosse realizada na véspera do Natal. Já a Justiça Federal do Distrito Federal proibiu a greve até o dia 10 de janeiro, sob pena de multas.
NEGOCIAÇÃO
Uma negociação na madrugada foi determinante para suspender a greve da categoria às vésperas do Natal. Por volta das 5h, o Snea (sindicato das empresas aéreas) definiu nova proposta de aumento, de 8% -a oferta anterior havia sido de 6,5%. A decisão saiu após conversa entre o presidente do Snea, José Márcio Mollo, com os presidentes da TAM, Líbano Barroso, e da Gol, Constantino de Oliveira Júnior.
Quando falou com os dirigentes das duas maiores companhias aéreas do país, Mollo já havia acertado com Graziela Baggio, ex-presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, o reinício das negociações. Segundo Mollo, o Snea já entrou em contato com os sindicatos para agendar uma reunião na próxima semana. (Diário do Pará)
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