Não há limites ou restrições para as celebrações natalinas. Depois das fantasias de Papai Noel, foi a vez de trajes históricos enfeitarem as ruas da cidade. Mantendo uma tradição que já dura 48 anos em Belém, centenas de foliões saíram às ruas, na tarde de sábado, para comemorar em estilo “Império Romano” o Natal.
“Me sinto parte da história do bloco porque desde adolescente passo o dia 25 em clima de fraternidade com os amigos”, conta o empresário Sávio Lima.
Os participantes percorreram cinco vias até chegarem em seu destino final, o o Bar do Parque, na Praça da República.
Desde a concentração, que começou no início da tarde de sábado, no bairro do Telégrafo, e durante todo o trajeto, não faltou animação aos foliões. O bloco contou com a participação de integrantes da escola de samba Império de Samba Quem São Eles.
Bill Clinton, Lula, George W. Bush e Saddam Hussein foram algumas das personalidades alvos de músicas com sátiras feitas pela organização do bloco. Este ano, devido à evidência no cenário mundial, o tema em destaque foi a mulher acusada de adultério e sentenciada à pena de morte por apedrejamento no Irã.
Enquanto os brincantes do bloco de divertiam, várias pessoas reclamavam do transtorno causado pela passagem do bloco. Sem agentes da Companhia Municipal e Transportes de Belém (CTBel) ou policiais militares, formaram-se congestionamentos em algumas vias e a única solução foi ter paciência.
“Acho um absurdo que em pleno Natal a gente não consiga transitar em paz e sejamos prejudicados por quem quer fazer bagunça”, criticava a dentista Lourdes Vale. O lixo deixado com a passagem do “Império Romano” também irritou alguns moradores do bairro do Umarizal. Na avenida Generalíssimo Deodoro, o acúmulo de latas de cerveja tomou conta das calçadas. O vice-presidente do Quem São Eles, Jamil Mouzinho, entretanto garantiu que acionou a CTBel e secretarias municipais para ajudar na organização do evento.
TRADIÇÃO
IMPÉRIO ROMANO
O Império Romano começou há 48 anos, quando um grupo de colegas decidiu retomar parte da origem da celebração natalina na Era Cristã. No período, pessoas de diversas classes sociais saíam em cortejo pelas ruas da cidade, atitude que marca o bloco alternativo atual. (Diário do Pará)
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