Maria do Rosário Rocha, de 52 anos, dona de casa, sofre de pressão alta e há algumas semanas começou a sentir dores no estômago. Ela procurou o Posto de Saúde da Pedreira, e, após marcar consulta com antecedência, foi atendida por uma médica que lhe passou três remédios. Para sua surpresa, a farmácia do posto não tem um dos medicamentos que ela precisa. “Estes remédios são caros, não estão no orçamento, meu marido também é doente. Toda vez faltam os remédios no posto”, explica a dona de casa.
O caso do marido de dona Maria do Rosário é ainda pior. Braz Ferreira da Rocha, 64 anos, sofre com fortes dores de cabeça há alguns anos. Em 2008, ele resolveu pagar e ir a um especialista particular, já que seria difícil conseguir uma consulta na rede pública. O médico solicitou que ele fizesse uma tomografia, que custa R$ 800,00. “Levei o papel do médico no posto, mas eles me devolveram dizendo que o INSS não cobre este exame. Estou sem fazer o exame, sem saber o eu tenho. Só na semana do Natal fui no Pronto Socorro duas vezes”, conta Braz.
No mesmo posto, pacientes denunciaram que só há dois médicos para a consulta pediátrica e cada médico atende 16 pacientes por dia. Como a demanda é grande, as fichas se esgotam no dia anterior e as mães que levam os filhos no mesmo dia ao médico voltam para casa sem atendimento.
A reportagem do DOL tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), mas ninguém atendeu nossas chamadas.
(DOL)
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