plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Sespa reforçará ações de combate à dengue

O vírus que transmite a dengue de tipo 4 circulava há anos em dez países das Américas e voltou, desde o ano passado, ao Brasil, onde não havia registro de casos desde 1982. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, o Pará está entre os nove Estado

twitter Google News

O vírus que transmite a dengue de tipo 4 circulava há anos em dez países das Américas e voltou, desde o ano passado, ao Brasil, onde não havia registro de casos desde 1982. Conforme levantamento do Ministério da Saúde, o Pará está entre os nove Estados com alto risco de dengue. Por conta dessa situação, o secretário estadual de Saúde, Hélio Franco, divulgou ontem as estratégias do novo governo para controlar a doença em 2011.

“O Plano Estadual de Controle da Dengue está sendo implementado visando ações em quatro eixos: a vigilância, assistência, combate ao vetor e a mobilização social. A dengue é uma doença que veio para ficar e esse plano visa diminuir os casos no Estado, em especial da tipo 4, ao qual estão suscetíveis inclusive as pessoas que já tiveram dengue do tipo 1, 2 e 3”, informou.

Segundo Franco, apesar da diferença clínica, qualquer dengue pode ser grave, por isso o cuidado deve ser redobrado, iniciando com a prevenção nos domicílios, que guardam 70% dos criadouros dos mosquitos transmissores.

“Precisamos estar constantemente alertas contra a dengue, pois só teremos o controle da doença quando tivermos uma vacina, o que deve acontecer apenas daqui a 5 anos. Ano passado, foram registrados 18 óbitos por dengue no Pará, sendo que a maior incidência de casos é em Santarém Novo, mas em termos absolutos temos Belém em 1ª lugar no ranking. Foram nove casos aqui em 2010. A dengue é uma doença urbana”, esclareceu o secretário.

Entre as ações do plano, estão a intensificação dos serviços de saúde, fiscalização dos atendimentos prestados nos postos - se estão adequados para os casos de suspeita de dengue - e o envio de orientações para o combate ao mosquito transmissor aos sindicatos patronais e lideranças comunitárias. “Neste período de inverno, iremos intensificar as atividades nos 33 municípios paraenses de alto risco”, avisou Hélio Franco.

HIDRATAÇÃO

De acordo com Carla Garcia, coordenadora estadual de controle da dengue, o controle da doença parece simples, mas depende de todos nós. Ela orientou que ao sentir dores no corpo, dor de cabeça e febre alta, a pessoa deve ingerir líquidos que hidratem, como a água de coco, ou tomar um soro caseiro. “A hidratação feita rapidamente diminui em 95% as chances de complicação da dengue”, informou. Ela acrescenta que o Plano Estadual adapta algumas ações ministeriais para o Estado.

Outras ações serão feitas em consonância entre o governo estadual e o federal para amenizar o impacto da dengue. Sobre os casos de dengue tipo 4 já registrados no Estado, apenas um foi confirmado, no final do ano passado, em Santarém Novo, e a Sespa aguarda a confirmação de outro caso ocorrido em Abaetetuba.

NOTÍCIA BEM-VINDA

Nas proximidades da Avenida Perimetral, moradores das ruas do Mogno e Santa Fé, que ficam à beira de um canal, esperam que as ações propostas cheguem em breve ao local: “A dengue é uma coisa muito séria, eu sei que cada um tem que fazer a sua parte, mas ontem mesmo vieram dois caminhões e tentaram jogar ali no lixo chapas de ferro, um lugar onde pode acumular muita água parada, é um risco”, contou a doméstica Lene Carvalho.

O geógrafo Cristovão Marques conhece bem o local onde mora e acredita que o coletivo, sempre que é informado, faz a sua parte no combate à dengue: “Eu, por exemplo, estou reformando a cisterna aqui do prédio, sempre faço a manutenção também. Agora faz tempo que um agente de saúde pública não vem aqui fazer uma inspeção, nem vemos um trabalho sério contra a dengue nesta localidade.

Investir na saúde preventiva seria um caminho menos oneroso e eficaz de combate à doença.” Ele, que fez o trabalho de conclusão de curso sobre a reitificação do canal Cipriano Santos e a qualidade de vida dos moradores do entorno, esclarece que a retirada de entulho do canal é precária e a dragagem é feita ocasionalmente, o que cria um risco potencial devido o volume de água parada. Também se vê alguns pneus e outros objetos despejados no canal, que acumulam água com facilidade. “Acredito que se houvesse um planejamento e reavaliação da situação em cada local, pelo governo e o município, seria mais facil trabalhar na prevenção e no combate da dengue”, concluiu. (Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!