Símbolo arquitetônico do período de esplendor de Belém, o Palacete Pinho foi reinaugurado nesta terça-feira (11) com a presença de diversas autoridades, entre elas o prefeito de Belém, Duciomar Costa, e o presidente da Fumbel, Raimundo Pinheiro. O evento contou ainda com a participação ilustre de Fábio Antônio Pinho, bisneto do comendador que dá nome ao Palacete.
Segundo o prefeito, a proposta é que o espaço funcione como um centro cultural, onde os artistas poderão intercambiar experiências e linguagens. A partir desta quarta-feira, o local ficará aberto à visitação do público no horário de 10h às 14h.
Histórico
Localizado na rua Doutor Assis, 586, na Cidade Velha, a construção, que data de 1897, pertenceu à família do comendador Antônio José de Pinho – um rico empresário local – até final da década de 1970, quando o imóvel foi vendido. Nesse período inicia a conturbada história de tentativas de recuperação do patrimônio. Na década seguinte, o imóvel foi comprado por uma rede de supermercados, sob alegação de que seria transformado em fundação cultural, mas na verdade foi utilizado como depósito de produtos, o que contribuiu para sua degradação. A situação chegou ao limite em 1986, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em 1992, o Palacete Pinho foi desapropriado pela Prefeitura de Belém, que passou a ser gestora do imóvel. Sem iniciativas de conservação, avançava o estado de degradação do prédio, que chegou a sofrer saques de azulejos e balaústres, entre outros bens, sendo ainda ocupado por moradores de rua. Em 1995, sob coordenação da arquiteta Jussara Derenji, surgiu o primeiro projeto municipal de restauração do palacete, mas não foi possível captar verbas. Apenas em 2003 a captação de recursos foi aprovada via Lei Rouanet. As obras se estenderam desde então, sendo realizadas com muitas intervenções e em meio a problemas administrativos. (DOL)
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