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Ophir Loyola fará transplantes em 2011

O hospital Ophir Loyola pretende iniciar em Belém, ainda este ano, os transplantes de fígado e medula e retomar o de coração. As cirurgias devem começar a ser realizadas ainda neste primeiro semestre. O Pará será o primeiro Estado da região Norte a realiz

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O hospital Ophir Loyola pretende iniciar em Belém, ainda este ano, os transplantes de fígado e medula e retomar o de coração. As cirurgias devem começar a ser realizadas ainda neste primeiro semestre. O Pará será o primeiro Estado da região Norte a realizar transplante de fígado.

O chefe do setor de transplante de rim do Ophir Loyola, Ricardo Tuma, afirma que o hospital só está esperando o credenciamento ser liberado pelo Ministério da Saúde para iniciar as triagens e cirurgias. Tuma comenta que no Pará ainda não há uma lista específica de espera para o transplante de fígado pelo fato de haver um plano de auxílio que encaminha pacientes para fora do Estado para realizar o tratamento.

TRIAGEM

Segundo o médico, após as cirurgias serem liberadas, será feita uma triagem para identificar os pacientes que estão com mais necessidade e gravidade. “Será usada uma lista com contatos de pessoas que necessitam de transplante e que já estão cadastrados no Centro Nacional de Captação e Distribuição de Órgão (CNCDO)”. Após a liberação, as cirurgias deverão ser feitas de acordo com a demanda no Estado. “Como a demanda é baixa, deverão ser realizadas cerca de uma ou duas cirurgias por mês”, comentou. Ele ainda afirma que o tratamento pós-cirúrgico será feito com médicos especializados e multidisciplinares.

Mas, segundo o presidente da Associação Paraense dos Amigos do Fígado, Benedito Ferreira, somente no Pará há 49 pessoas esperando por um transplante de fígado. Para ele, com essa iniciativa, os paraenses também poderão ser contemplados com os órgãos que forem para doação. “De 2004 a 2010 foram captados 47 fígados e todos eles foram encaminhados para fora do Estado por não termos estrutura para transplantar aqui”.

Além do transplante de fígado, o de medula também será inédito no Estado. Segundo Tuma, as cirurgias de medula são mais fáceis de executar, só falta a liberação de verba e o cadastramento. “A quantidade de pessoas que precisam de transplante é grande, mas existem alguns pontos que contam a favor, como a facilidade de realizar a cirurgia”.

CORAÇÃO

Após quatro anos de espera, o transplante de coração deve voltar a ser realizado em Belém. Segundo Ricardo Tuma, os serviços haviam sido suspensos por dificuldades de credenciamento no Sistema Único de Saúde (SUS). “Agora há um grande interesse desse método ser reativado. As equipes já estão formadas. Só falta a liberação do Ministério da Saúde”. (Diário do Pará)

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