A possível instalação de uma plataforma para pesquisas relativas a petróleo na costa do Pará, mais especificamente próxima a Salinópolis, ainda não é uma realidade, mas é esperada com expectativa pela prefeitura do município, que prevê um crescimento de receita e investimentos significativos na estrutura do balneário, caso a bacia petrolífera seja efetivada.
“Já existem indícios concretos. Seis meses atrás, vieram engenheiros da Petrobras para anunciar que iniciariam as pesquisas na costa próximo de Salinópolis e Bragança”, diz o secretário de Administração de Salinópolis, César Castro.
A Petrobras já teria iniciado as construções de plataformas com estrutura básica para coleta de análises. Há seis meses embarcações com sismógrafo, aparelho utilizado para detectar a possibilidade de petróleo em uma determinada área, indicaram a existência de uma bacia petrolífera a cerca de 200 km na costa nordeste do Pará. A empresa estaria avaliando a qualidade do petróleo. A montagem da plataforma para retirada deve durar de três a quatro anos.
Salinópolis espera por resultados positivos. Um efeito imediato já se fez notar. A Universidade Federal do Pará já anunciou a implantação de um polo universitário avançado voltado para a área tecnológica. A meta inicial é ofertar cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo, e Engenharia Oceânica, bem como um curso profissionalizante de Pesca. O projeto conta com o apoio da prefeitura de Salinópolis, que doou um terreno de 10 hectares para a UFPA montar a base.
Não foi uma escolha aleatória. Segundo a própria UFPA, pesquisas recentes apontam que Salinas oferece vestígios de ocorrência de hidrocarbonetos, abrindo novas perspectivas de exploração econômica em reservatórios de calcário, o que estabelece semelhanças com os reservatórios também em calcário do pré-sal, território que está dentro da área marítima brasileira, onde foram encontradas reservas petrolíferas de elevado potencial. (Diário do Pará)
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