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Sespa fecha hospital de Tailândia

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) anunciou drásticas mudanças na administração dos hospitais vinculados à secretaria em cinco municípios. De acordo com o titular da pasta, Helio Franco, as medidas seriam necessárias para “retomar a normal

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A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) anunciou drásticas mudanças na administração dos hospitais vinculados à secretaria em cinco municípios. De acordo com o titular da pasta, Helio Franco, as medidas seriam necessárias para “retomar a normalidade dos trabalhos”, já que os serviços vêm, segundo ele, sendo executados de forma precária ultimamente.

Recentemente o novo secretário admitiu que faltam medicamentos e atendimento especializado. “Vamos abrir vagas na rede privada para o excedente do setor materno infantil que hoje a rede não tem como atender. Esse repasse para a rede privada já estava acontecendo, mas sem licitação. Nós vamos promover licitação para abrir mais leitos nessa área. E sem licitação os custos ficam muito altos”, disse ele.
A Sespa anunciou que os hospitais de Salinópolis, Cametá, Tucuruí, Conceição do Araguaia e Abelardo Santos (em Icoaraci) vão ser administrados por uma equipe montada na Sespa, pelo próprio secretário. “A questão é ter uma equipe competente e comprometida com a melhora dos serviços de saúde”, justifica o secretário.

HOSPITAL FECHADO

Em Tailândia, onde o governo passado inaugurou em outubro um hospital de média complexidade, a Sespa diz que os serviços não estão sendo executados a contento e que ele deve ser fechado momentaneamente. “Enquanto isso a população será atendida pelo hospital municipal. O novo hospital deve reabrir em três meses já com tudo funcionando. Não adianta deixar o hospital funcionando com menos de 10% da sua capacidade”, pondera o novo titular da Sespa.

A secretaria confirmou essa semana que um grupo de trabalho também vai ser formado para acompanhar as metas e os contratos das Organizações Sociais que administram os hospitais regionais em Santarém, Marabá, Redenção, Altamira, Breves e Região Metropolitana. “Será um serviço de acompanhamento para saber se estão atingindo as suas metas”, disse Franco.
Apesar de encontrar uma situação de débitos financeiros que somam mais de R$ 25 milhões, Helio Franco diz estar um pouco mais otimista. Ele lembra que, graças a um relatório aprovado na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o repasse de recursos federais para a saúde em ações de média e alta complexidade terá um aumento de R$ 360 milhões em relação ao ano passado. Grande parte deste valor irá para os municípios.

Combate ao câncer pode ter unidade de alta complexidade

Como ação do novo governo, Helio Franco disse que pretende fazer funcionar ainda este ano a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) que vai atender pacientes de câncer no Hospital Barros Barreto, desafogando o atendimento no Hospital Ofir Loyola. “Pretendemos colocar para funcionar no máximo até junho esta unidade. Ela vai atender a cerca de 100 pacientes por dia”, garantiu.

O novo titular da Sespa diz que a nova gestão quer ser marcada “por um tratamento igual a todos os segmentos da saúde pública, como a prevenção, a proteção e a reabilitação de doentes”. A prevenção, segundo ele, é importante porque grande parte das doenças é provocada por outros fatores que não a própria saúde pública, mas também pelo comportamento e estilo de vida das pessoas.
“Oitenta por cento dos casos no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, que são de média e alta complexidade, são provocados por acidentes de trânsito, e 20% pela violência urbana. Nós teremos que trabalhar em parceria com outras políticas públicas, principalmente na área da educação e da segurança pública”, diz Franco.

Na atenção básica, que, como no caso do materno infantil, também é obrigação do município, a nova administração da Sespa pretende enfatizar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da diabetes e da hipertensão arterial, doenças “silenciosas” que causam grandes danos à saúde pública.

Segundo Helio Franco, 90% dos pacientes que frequentam a hemodiálise por insuficiência renal eram pacientes de hipertensão ou diabetes que não sabiam ou não trataram da doença. “Mais de 20% da população com mais de 40 anos tem hipertensão e 8% de toda a população tem diabetes, mas a maioria não sabe”, reitera o secretário.
Para Franco, o novo plano de combate às doenças não mexerá tanto nos orçamentos das prefeituras em todos os 143 municípios do estado. Ele quer convencê-los a investir com o argumento de que a prevenção faz bem à economia dos municípios. (Diário do Pará)

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