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Uepa pretende erradicar o analfabetismo rural

O analfabetismo é uma realidade que atinge um quinto da população da Terra, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). E garantir a oportunidade de aprender a ler e escrever para muitas famílias que vivem no interior do Pará é um dos gran

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O analfabetismo é uma realidade que atinge um quinto da população da Terra, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU). E garantir a oportunidade de aprender a ler e escrever para muitas famílias que vivem no interior do Pará é um dos grandes desafios do Projeto “Educação do Campo e Direitos Humanos”, promovido pelo Grupo de Estudo e Trabalho em Educação Popular na Amazônia Rural (Geterpar), do Núcleo de Educação Popular Paulo Freire (Nep), da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Sob a Coordenação Geral da professora Ivanilde Apoluceno, com o apoio dos educadores do Núcleo, João Colares e Roseane Gomes, o Projeto iniciou suas atividades em 2001 e desenvolve ações voltadas para comunidades ribeirinhas do município de São Domingos do Capim, localizado no nordeste paraense.

Todo o trabalho é voltado para dois eixos. O primeiro é destinado à alfabetização de jovens, adultos e idosos, com faixa etária entre 16 a 90 anos. O segundo visa a formação continuada de educadores da comunidade local.
“Devemos pensar na prática dos direitos humanos das crianças de acordo com as políticas públicas, em conjunto com a universidade, que é o espaço formal desse pensamento, e a comunidade, o informal”, ressalta a coordenadora regional do projeto, Roseane Gomes.

Ao todo, participam do projeto 15 educadores, sendo três na capital e 12 no interior. As ações são feitas em quatro comunidades na região: São José do S, São Bento, Comunidade da Trindade e Ourinho, totalizando 97 pessoas.

RECONHECIMENTO

Em 2010, o Projeto foi primeiro colocado no Prêmio Nacional de Educação e Direitos Humanos, na categoria “A formação, a Pesquisa e a Extensão Universitária em Educação e Direitos Humanos”, em novembro deste ano.

A premiação é organizada pelo Ministério da Educação e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), em parceria com a Fundação SM e a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República.

Criado em 2008, em comemoração aos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o prêmio tem como objetivo fortalecer as políticas públicas e o envolvimento do Estado em iniciativas de defesa e da garantia dos direitos humanos no Brasil, principalmente na educação básica e no ensino superior.

A coordenação de avaliação da seleção visitou às instalações do projeto, com o intuito de avaliar as ações realizadas pelo NEP da Uepa. A premiação é destinada às escolas da educação básica, públicas e privadas, além das secretarias estaduais e municipais de educação e instituições de ensino superior. (Diário do Pará)

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