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Manutenção corretiva deixa bairros sem água

Dois terços da população de Belém ficaram sem água das 14h do sábado (15) até por volta das 6h de ontem (16), em virtude da manutenção corretiva na adutora de água tratada do Sistema de Produção do Bolonha, que abastece cerca de 600 mil pessoas. A interru

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Dois terços da população de Belém ficaram sem água das 14h do sábado (15) até por volta das 6h de ontem (16), em virtude da manutenção corretiva na adutora de água tratada do Sistema de Produção do Bolonha, que abastece cerca de 600 mil pessoas. A interrupção realizada pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) suspendeu o abastecimento de água para cinco dos seus setores de abastecimento a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) do lago Bolonha, no bairro do Curió-Utinga.

A interrupção deixou sem água moradores do Guamá, Cremação, Condor, São Brás, Fátima, Marco, Canudos, Montese (Terra Firme), Jurunas, Batista Campos, Pedreira, Telégrafo, Sacramenta, Souza e Barreiro. Para alguns, a notícia de que iria faltar água chegou tarde demais. “Soubemos que o fornecimento de água ia ser suspenso às 13h, só deu tempo de encher um balde, que vamos usar para beber água e escovar os dentes. Vamos ter que contar com a solidariedade dos vizinhos”, contava a auxiliar de escritório Márcia Bastos, moradora da passagem Limoeiro, no Jurunas.

Moradora do Jurunas há 38 anos, a dona de casa Tereza de Nazaré diz que a falta de água não é mais novidade. “Já sofri muito por aqui. Desta vez, tratei logo de garantir uma quantidade razoável para as atividades de casa. Nos baldes e panelas, aparei água para beber, para lavar louça, roupa e tomar banho e também enchemos uma piscina de plástico para dar conta da demanda”.

Mas para outros, a interrupção no abastecimento se tornou oportunidade de melhoria nos negócios. Caso do proprietário de uma distribuidora de água mineral no Guamá, Orlandir Wanzeler. “Antes de terminar o expediente, já registramos um aumento aproximado de 70% nas vendas. Normalmente vendemos 300 galões de água por dia. Até as 16h de sábado, já foram 500.”

Enquanto as pessoas pensavam em como abastecer suas residências, na Rua Dra. Silva Rosado, em Canudos, um lava-jato mantinha suas atividades normalmente. “Como utilizamos poço artesiano, pudemos continuar o serviço sem preocupação com o fornecimento da Cosanpa”, afirmava o funcionário Júlio Ricardo.

RETORNO

Segundo o assessor da diretoria de operações da Cosanpa, Raimundo Nonato Maciel, a manutenção foi realizada dentro da normalidade nas três das seis juntas de dilatação da adutora localizadas na Avenida João Paulo II. “Às 6h o fornecimento estava normalizado, a equipe conseguiu antecipar o retorno da água em duas horas do horário previsto”. (Diário do Pará)

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