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Moradora do Guamá reclama da falta de remédios

Uma mulher de 50 anos, moradora do bairro do Guamá, em Belém, denunciou ao DOL que estaria faltando medicamentos no Posto de Saúde do Guamá. Ela contou que está há três meses sem conseguir o medicamento para o seu neto, de 5 anos, que sofre de epilepsia.

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Uma mulher de 50 anos, moradora do bairro do Guamá, em Belém, denunciou ao DOL que estaria faltando medicamentos no Posto de Saúde do Guamá. Ela contou que está há três meses sem conseguir o medicamento para o seu neto, de 5 anos, que sofre de epilepsia.

Segundo a mulher, que não quis ser identificada, o problema estaria acontecendo porque a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) não estaria enviando lotes de medicamentos suficientes para atender toda a população.

Ela relata que o neto faz tratamento há três anos com Carbamazepina, medicamento controlado utilizado para combater a epilepsia, e que sempre recebeu gratuitamente o remédio no posto, mas agora encontra dificuldade. “Todos os dias vou ao posto tentar pegar o remédio e sempre a desculpa é a de que a Sesma não estaria enviando lotes suficientes para atender a todos, o que eu acho um absurdo, pois pago meus impostos em dia. Eu ainda estou fazendo um esforço e comprando o remédio na farmácia para não interromper o tratamento do meu neto, mas e quem não tem condições de comprá-lo?”, questionou a moradora.

Para conseguir algum medicamento, a moradora relata que é preciso enfrentar uma maratona. “É preciso ir de manhã e de tarde e ter a sorte de estar no posto quando algum lote chegar, pois os próprios funcionários informaram que a Sesma deveria repassar 100 lotes de cada medicamento, mas só está enviando 25 lotes. Devido à pouca quantidade e grande procura, os medicamentos acabam muito rápido”, explicou.

Ainda de acordo com a denúncia, outros medicamentos também estariam faltando, como remédios para controlar a pressão arterial. “Minha irmã sofre de hipertensão, faz o tratamento com remédio controlado e também está enfrentando o mesmo problema”, contou.

A equipe do DOL entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sesma e aguarda um posicionamento da instituição.

(Soraya Wanzeller/DOL)

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