Apesar de já iniciado o período letivo em diversas escolas particulares de Belém, somente hoje (18) deve ser anunciado o reajuste no valor das mensalidades deste ano. A decisão será tomada em reunião entre representantes do Ministério Público, Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor - Procon, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese/PA, Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, Associação dos Pais de Alunos do Pará – Apaiepa e Sindicato das Escolas do Pará. A expectativa é de que o índice fique em 7%, o que significa, em média, R$ 30 a mais na mensalidade.
Segundo o coordenador técnico do Dieese/PA, Roberto Sena, este foi o primeiro ano que o reajuste é anunciado apenas em janeiro. A demora ocorreu devido à espera pela divulgação de índices importantes, como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – IPCA, uma vez que os valores servem como base para definir o percentual de aumento na rede privada de ensino.
Para a reunião de hoje, Sena antecipa que haverá dificuldades. “Com a inflação alta, a terceira maior da última década, a negociação será dura e há a chances de um reajuste alto”, afirma.
Para a vice-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Pará, Suely Menezes, o valor mínimo exigido deve ser de 1% acima da inflação, ou seja, 7,5%. “É uma forma da escola não sair prejudicada e conseguir manter sua estrutura de funcionamento”, explica.
Além disso, o sindicato também colocará a possibilidade de deixar as escolas livres para cobrar acima do reajuste, solicitando apenas uma permissão, caso desejem. “Com a diferença de público e tamanho, não podemos obrigar todos os estabelecimentos a seguirem o mesmo aumento”, afirma.
Único Estado a realizar uma mesa de negociações para o assunto, o Pará deu início à política há 16 anos, em 1994, com o advento do Plano Real. (Diário do Pará)
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