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Pratinha II na mira do Aedes aegypti

A situação na rua Santo Antônio, área de invasão do bairro da Pratinha II, é preocupante. É que lá o que não falta são caixas d’água descobertas ou mal tampadas, com água acumulada. No local, onde costuma faltar água quase todos os dias, os moradores arma

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A situação na rua Santo Antônio, área de invasão do bairro da Pratinha II, é preocupante. É que lá o que não falta são caixas d’água descobertas ou mal tampadas, com água acumulada. No local, onde costuma faltar água quase todos os dias, os moradores armazenam água em caixa d’água, contêiner, bacias, baldes e até piscinas de plástico.

A atitude dos moradores acaba se tornando aliada na proliferação do mosquito da dengue. “Nós não temos outra opção. Temos que guardar água do jeito que der porque sabemos que sempre vai faltar”, diz Joacir Ferreira, que mora no bairro há 15 anos e diz que os problemas com a falta do líquido se repetem há anos.

O morador conta que sabe que a água parada pode favorecer o aparecimento do mosquito, porém, diz que, lá, os moradores não têm muita alternativa. “Quando dá, eu sempre coloco uma tampa na caixa d’água, o problema é que tenho que encher muitos recipientes, às vezes não tem como tampar tudo”.

Na casa da vizinha de Joacir, a situação é ainda pior. A reportagem foi recebida por duas meninas, de 6 e 8 anos de idade. Ambas estavam com os rostos repletos de manchas, tossiam muito e diziam que tinham muito frio. A mãe delas, Alexandra Mantovani, não soube dizer o que as crianças tinham.

“Os vizinhos acham que elas estão com dengue, mas eu ainda não sei. Elas estão tomando só um remédio para febre, mas acho que não está adiantando muito”, afirma.

Ao entrar na casa de Alexandra, fica praticamente comprovado que as meninas estão com a doença. O chão da casa de dois compartimentos é de barro. A cama das crianças fica em cima de um monte de areia. No banheiro, o foco de dengue é evidente.

A água do vaso sanitário, não tem para onde escorrer e o chão do banheiro estava alagado com água suja e parada. “Não tem esgoto aqui. Essa água não tem para onde escorrer. Eu digo para as meninas não pisarem na água, elas só entram no banheiro calçadas”, ressalta a mulher.

O líder comunitário do lugar, Carlos Alberto Silva, explica que os moradores sabem que hábitos podem aumentar os riscos da dengue. Ele diz que muitos tentam fazer sua parte, porém, os problemas de saneamento básico fazem com que os moradores ajam de forma irresponsável.

Carlos ressalta que eles se sentem abandonados, sem água limpa, nem esgoto. O líder comunitário diz ainda que os agentes de saúde não aparecem por lá. “Aqui é assim, cada um evita a dengue do jeito que pode, com o que assiste na televisão ou lê nos jornais. Mas, sozinhos, sem o apoio das autoridades, nós nunca vamos conseguir nos livrar da dengue”, finaliza. Leia mais no Diário do Pará.

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