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Feiras passam por desratização do Zoonoses

Com o inverno se intensificam as chuvas, as enchentes e também as doenças. É o caso da leptospirose, uma doença transmitida por roedores. Apesar da incidência ser maior em locais com saneamento básico precário, os ratos também estão presentes nas feiras,

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Com o inverno se intensificam as chuvas, as enchentes e também as doenças. É o caso da leptospirose, uma doença transmitida por roedores. Apesar da incidência ser maior em locais com saneamento básico precário, os ratos também estão presentes nas feiras, que passam por uma desratização promovida pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

O principal objetivo da ação é controlar a incidência de ratos nas 33 feiras e mercados de Belém. Ontem (20), o combate aos roedores prosseguiu no Mercado da Pedreira, Feira da Bandeira Branca e da 25 de Setembro. Nesta última, técnicos do CCZ colocaram veneno em esgotos, valas e tocas embaixo de pequenos jardins. O remédio antirratos vem em forma de bloco derivado da cumarina, substância que causa hemorragia no animal, que morre em 24 horas ou 36 horas. O veneno não derrete com a chuva, não oferece perigo para pessoas e não é atrativo para cães e gatos.

Na Feira da 25, os vendedores viram com bons olhos a ação de desratização, mas apontavam outros problemas. “Tem bastante rato aqui por conta de muito lixo que fica ali naquele canto, porque não temos contêineres aqui. Então, não adianta matar 10 ratos se essa sujeira gera mais uns 100”, contou Nildo Rodrigues Menezes, 34 anos.
“Buscamos também fiscalizar esses espaços, verificar como está sendo destinado o lixo, pois isso está intimamente ligado à ação de desratização, já que os ratos vão preferir comer restos de alimentos aos 3 a 5 quilos de venenos que colocamos”, informou o médico veterinário do CCZ, Éder Santiago.

Segundo o veterinário, os roedores também transmitem doenças como as pestes bubônica e pneumônica. “Só temos incidência da leptospirose no país, que é uma doença de circulação hídrica, eliminada na urina do rato que se prolifera em áreas onde ocorrem alagamentos. Um alerta que sempre fazemos é que as pessoas lavem bem os alimentos que adquirem antes de comer”.

Os sintomas da leptospirose geralmente são: febre alta, fortes cefaleias, calafrios, dores musculares, vômitos, icterícia, olhos congestionados, dor abdominal, diarreia ou coceira. Em seu quadro mais severo pode levar à morte. (Diário do Pará)

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