Já foram registrados no Pará quatro casos de suspeita de dengue hemorrágica. Dos casos que estão sob vigilância, dois aconteceram em Belém, um em Abaetetuba e outro em Ananindeua. Segundo informações do Hospital Universitário João de Barros Barreto, dos quatro infectados pelo vírus dois são mulheres e dois são homens, com idade de 43 e 26, e 43 e 57 anos, respectivamente.
A vice-diretora do Barros Barreto, Helena Brigida, afirma que todos os casos ainda esperam por confirmação de exames de sangue. De acordo com ela, esses pacientes que foram encaminhados para o Hospital apresentaram apenas manifestações hemorrágicas. “Eles ainda aguardam pelos resultados, mas às vezes as reações confundem até mesmo aos médicos”.
Brigida disse ainda que essa “precipitação” em encaminhar para internação acontece por causa do atendimento primário aos pacientes, que por sua vez é muito deficiente.
Para a vice-diretora, é fundamental que haja, nas unidades básicas de saúde, um atendimento que consiga agilizar a notificação dos casos reais da doença. “Se em cada posto de saúde houvesse pelo menos um hemograma, já conseguiríamos tratar de forma mais direta cada caso”.
DENGUE 4
Mas não é somente o vírus da dengue hemorrágica que anda assombrando a população. Um vírus que já não era encontrado há 28 anos voltou a aparecer. Conhecido como dengue do tipo 4, na capital paraense já foi registrado até agora um caso. Segundo o pesquisador do Instituto Evandro Chagas (IEC), Pedro Vasconcelos, mais de 100 amostras de todos os tipos de dengue estão sendo investigadas em todo o Pará.
Para Vasconcelos, esse rastreamento está sendo feito para identificar que tipo de dengue circula no estado. “Temos que identificar o vírus para podermos ter medidas de controle que contenham a disseminação da dengue”. Ele também comentou que, em parceria com o Ministério da Saúde, está sendo feito o monitoramento do vírus para que seja impedida a sua entrada e circulação no país.
CHIKUNGUNYA
Além da dengue, ainda há um novo vírus com a população deve se preocupar. Muito similar ao vírus da dengue, o Chikungunya é transmitido pelo aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. Em Belém ainda não foi registrado nenhum caso desse novo vírus. De acordo com Vasconcelos, a diferença entre esse novo vírus e o da dengue está apenas no sintoma mais acentuado. “A dor nas articulações é muito mais forte do que na dengue”, confirma.
Ele também afirma que em Belém não há possibilidades de haver um surto dessa nova doença, pois o controle de entrada e saída já está sendo monitorado. “Aqui não temos tantos voos internacionais e nem recebemos tantos turistas da Ásia e da África, que são as regiões que tiveram as maiores manifestações”, comentou o pesquisador. (Diário do Pará)
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