O bloqueio da rodovia Transamazônica começou cedo. Com uma tora de madeira, carros, pneus e uma barraca, cerca de 300 trabalhadores rurais fecharam a estrada em protesto à imposição do Incra de não permitir a retirada de madeira no PDS Esperança. Na manhã de quarta-feira, Cleide Antonia de Souza, superintendente do Incra em Santarém, esteve no assentamento conversando com os trabalhadores ligados à CPT e com os assentados ligados à associação e ao sindicato do PDS.
O encontro não foi muito agradável. Durante sua fala, Cleide foi interrompida várias vezes e chegou a ser acusada pelo Padre Amaro de estar permitindo que madeireiros tomem conta da área. “O Incra é omisso e a senhora não está fazendo nada para impedir”, disse o padre.
A discussão terminou depois dela afirmar que não era permitido nenhum tipo de desmatamento na área. Em seguida Cleide deixou a área do PDS e anunciou que uma força tarefa tomaria o local para impedir a entrada de pessoas não autorizadas, incluindo madeireiros.
Revoltados, os trabalhadores tomaram a rodovia e bloquearam a estrada durante toda a manhã de ontem. A Polícia Federal esteve no local e tentou um acordo, mas os trabalhadores estavam irredutíveis e pediam a saída imediata do representante da CPT de dentro do PDS.
Ao meio dia, a Polícia Rodoviária Federal chegou a Anapu e comunicou aos manifestantes que o bloqueio era ilegal e estava prejudicando o tráfego de veículos. Uma fila de caminhões e ônibus se formou na estrada e ninguém conseguia autorização para furar a barreira, nem mesmo os doentes. Leia mais no Diário do Pará.
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