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Belém dos espigões não sofrerá aumento de calor

Para o arquiteto Euler Arruda, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará, o problema da ventilação, em decorrência do crescimento vertical da cidade, nem deve ser motivo de preocupações maiores. Afinal, segundo ele,

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Para o arquiteto Euler Arruda, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará, o problema da ventilação, em decorrência do crescimento vertical da cidade, nem deve ser motivo de preocupações maiores. Afinal, segundo ele, essa é uma característica dos empreendimentos habitacionais hoje presentes no mundo inteiro. Além do que, completa, os ventos sempre encontram os desvios naturais, razão pela qual não se deve associar a construção dos espigões com o aumento da temperatura ambiente nas grandes cidades.

O principal efeito da verticalização, no entender de Euler Arruda, que é também urbanista e museólogo, com mestrado em planejamento urbano regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é o crescimento da pressão sobre alguns serviços e equipamentos públicos. É o que acontece, por exemplo, com as redes de abastecimento de água e de coleta de esgotos. O efeito mais visível, porém, se dá no congestionamento da malha viária urbana, pela excessiva concentração de veículos automotores. “Isso já é hoje perceptível em pontos diversos na área central da cidade”, acrescenta.

Para minimizar o problema da elevação da temperatura, Euler Arruda recomenda a não utilização de cor escura em pinturas e revestimentos, como pastilhas, granito e mármore. “A cor escura absorve e passa a irradiar o calor”, explica o arquiteto, assinalando que a cor clara, ao contrário, não absorve os raios infravermelhos, deixando assim de absorver e refletir as ondas de calor.

Com relação ao sistema de tráfego urbano, já hoje emitindo sinais claros de colapso, Euler Arruda considera que, entre outras obras, será vital o prolongamento da avenida João Paulo II, antiga 1º de Dezembro. Essa obra, na avaliação dele, deve ser encarada como prioridade absoluta, ainda que com sua execução por etapas. Na primeira, que ele considera emergencial, o prolongamento da avenida iria até o viaduto do Coqueiro, numa segunda etapa, até a Alça Viária e, por fim, até o trevo de acesso ao Mosqueiro. (Diário do Pará)

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