Cerca de 50 trabalhadores da empresa de engenharia WO interditaram ontem (25) a Estrada de Ferro Carajás, no perímetro urbano de Marabá. Segundo os trabalhadores, um acordo entre a WO e a mineradora Vale garantiria o pagamento dos salários e a rescisão dos contratos, mas ninguém recebeu os valores.
Segundo um dos trabalhadores, Gideão Júlio, a WO já estava com salários atrasados e em janeiro pediu falência. “A Vale se comprometeu em dar baixa nas nossas carteiras e pagar os nossos direitos. O prazo foi até o dia 24, mas ninguém recebeu nada”.
Em nota, a Vale informou que o trem de passageiros, que trafega entre Maranhão e Pará não foi impactado pelo bloqueio. A mineradora disse ter ingressado com ação de interdito proibitório, obtendo liminar concedida pelo juiz federal de Marabá, determinando a saída da ferrovia. A reintegração foi cumprida com apoio das Polícias Federal e Militar.
A Vale disse que não pode tomar iniciativas que dependem exclusivamente da WO, como o fornecimento da lista dos beneficiários e valores. A Vale diz ter informado à Justiça do Trabalho que poderia depositar os valores retidos da WO em conta bancária determinada pela própria Justiça, mas isso não foi acolhido. (Diário do Pará)
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