Quando chove, estamos acostumados a ver cenas de alagamentos, engarrafamentos quilométricos e muito caos. Ruas que transbordam e moradores que acabam perdendo seus bens também são situações comuns em dias de temporal.
Mas, como fica a rotina das pessoas durante a chuva? Como chegam ao trabalho? As crianças têm dificuldade para chegar à escola? E quem trabalha na rua, faz como? Ontem, durante a chuva que caiu em Belém por várias horas ininterruptas, procuramos as respostas para essas perguntas.
Fomos até o Canal da Timbó, no bairro do Marco, onde as águas transbordaram com frequência. Lá encontramos Nice Almeida, 23 anos. Vestida com uma camiseta, um short jeans e segurando uma sombrinha, a jovem passava pelo meio do canal, com a água na altura do seu joelho.
Ela contou ao DIÁRIO que estava atrasada para o trabalho. “Fiquei esperando a chuva passar. Como vi que não ia passar tão cedo, tive que meter o pé na água”. E para não chegar ensopada no serviço, ela tem uma estratégia. “Coloquei meu uniforme dentro da bolsa e saí de casa como se estivesse indo para um clube, porque sabia que ia me molhar toda”.
Acompanhamos Nice até a farmácia em que ela trabalha como vendedora. A primeira pergunta do chefe foi: “Como conseguiste chegar, menina? O canal não transbordou?”. Ela respirou aliviada e disse: “Nem te conto...”. Logo em seguida, correu para o banheiro para colocar seu uniforme. Leia mais no Diário do Pará
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