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PDS aguarda cumprimento de acordo

Após a audiência pública coordenada pela Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os colonos ligados ao Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança em Anapu esperam que as medidas anunciadas pelo Incra

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Após a audiência pública coordenada pela Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), os colonos ligados ao Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança em Anapu esperam que as medidas anunciadas pelo Incra sejam efetivadas de forma rápida. O temor é que o tempo passe e a tensão volte a reinar no município.

As medidas anunciadas incluem o recadastramento de famílias assentadas e vigilância das vias de acesso ao projeto. O Incra prometeu instalar em até 60 dias uma guarita com segurança 24 horas para monitorar a entrada e saída de veículos, principalmente caminhões, pela principal estrada que dá acesso ao PDS. A intenção é coibir a passagem de caminhões que transportem madeira extraída de forma ilegal da área.

É aí que reside a principal preocupação dos colonos e movimentos sociais que dão apoio a eles. “As medidas estão no papel. Só que o povo tem que trabalhar. Não pode ficar vigiando a entrada do PDS. O governo é que tem que fazer o papel dele. Não os agricultores”, disse ontem a missionária Jane Dwier. “O governo tem de ouvir, entender, decidir e agir”. Os colonos permanecem acampados nas vias de acesso ao PDS para impedir a passagem de caminhões madeireiros.

Embora ressalte essa preocupação, irmã Jane diz que o Incra agiu de forma correta durante a audiência. “O Incra foi até mais duro do que a gente esperava”, disse ela. A audiência também definiu a participação do Ibama, que deve intensificar a fiscalização no PDS. Com apoio da Polícia Federal, vai apurar denúncias de desmatamento ilegal na floresta. Questionada pelo MPF se poderia disponibilizar servidores para as guaritas, a representante do Ibama se comprometeu a levar o assunto ao presidente do Instituto.

Enquanto isso, o prefeito de Anapu, Francisco de Assis Souza, o Chiquinho do PT, discordou que esteja havendo um clima de violência e conflito no município. “Não há atividade ilegal de madeireiros, não há conflito, não há ilegalidade”, disse na audiência. (Diário do Pará)

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