Uma morte confirmada e 3,269 notificações de possíveis casos de dengue no Pará já foram registradas apenas neste ano. O segundo caso de dengue do tipo 4 também foi identificado no Estado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o caso foi notificado no dia 14 de janeiro. O paciente é do sexo masculino, tem 36 anos e reside em Belém.
No período de 1º de janeiro a 9 de fevereiro, ocorreram nove mortes com suspeitas de dengue, sendo cinco em Belém (1 confirmada, 1 descartada e 3 em investigação), uma em Castanhal, duas em Tucuruí e uma em Marabá (todas em investigação). Os municípios com maior número de casos notificados são Belém (478), Novo Progresso (309), Altamira (227), Santarém (225) e Parauapebas (177). As informações são do boletim epidemiológico divulgado ontem pela Sespa.
Todos esses casos demonstram a dificuldade em se controlar a doença e justificam a preocupação das autoridades governamentais. Para fortalecer a parceria entre poder público e sociedade, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) realizou ontem o Dia Nacional de Mobilização Contra a Dengue.
Além de instruir, o evento teve como objetivo divulgar a nova competência da fundação no Pará, que passa a integrar o Comitê Estadual de Controle da Dengue, estando responsável também pelos serviços de prevenção da enfermidade. Entre as ações previstas, estão trabalhos sanitários e ambientais, como drenagem de esgoto e análise de qualidade da água.
“Nosso objetivo é fortalecer o combate à doença levando capacitação a todos os municípios do Estado”, afirmou o superintendente da Funasa no Pará, Florivaldo Martins. Até agora, 20 municípios já foram capacitados pelos 296 técnicos da Funasa.
Segundo o secretário estadual de saúde, Hélio Franco, a doença não escolhe condição social, por isso toda população deveria entrar no combate permanente. “Por condições naturais, infelizmente não temos como acabar com a doença, mas podemos eliminar focos, evitar lixo e depósito de entulhos a céu aberto”, explicou.
Franco também ratificou que qualquer hospital de pequeno porte pode fazer o tratamento da doença, que se baseia, essencialmente, em hidratação e repouso.
Durante o evento, dezenas de crianças participaram de atividades educativas promovidas em parceria com o Serviço Social do Comércio (SESC) e empresas privadas. (Diário do Pará)
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