A expectativa de parceria para a solução de graves problemas da educação do Pará conduziu a posse do secretário de estado de educação, Nilson Pinto, à vaga de membro nato do Conselho Estadual de Educação (CEE). A posse foi promovida na manhã desta quinta-feira (10), durante sessão plenária do CEE, com a participação de nove conselheiros.
A função do Conselho é organizar, regularizar e fiscalizar diversas atividades na área da educação. Os conselheiros do CEE são representantes do governo e da sociedade civil organizada, sindicatos de escolas públicas e privadas, além de entidades que representam pais e estudantes. Os conselheiros se reúnem semanalmente para dar encaminhamento e resoluções de problemas na educação em todo Estado.
Ao dar posse ao secretário de educação, o presidente do CEE, professor Roberto Ferraz destacou o histórico profissional de Nilson Pinto e reafirmou o espírito de parceria e colaboração do Conselho junto a Rede Pública Estadual de Ensino. “Pela história que ele tem, a gente está com muita esperança de que de fato a gente comece a ter uma gestão que seja mais planejada. O conselho é um orgão do Estado e vai estar junto da Seduc na soluções de seus problemas”, afirmou.
O secretário dividiu com os demais conselheiros a realidade encontrada ao assumir a Seduc, desde o orçamento da instituição à problemas do cotidiano das escolas. Ele citou a folha de pagamento da Secretaria que saltou de aproximadamente R$ 46 milhões em 2007, para cerca de R$ 92 milhões em 2010, com uma receita que não acompanhou essa proporção.
Nilson Pinto disse que, quando o assunto é a oferta de vagas, a Pará deve muito à sociedade. A educação infantil, exemplificou, não cobre nem 20% da demanda. A situação do ensino médio, destacou o secretário, ainda é difícil. Isso porque, apesar de uma expressiva cobertura no centro de Belém, as demais regiões do estado ainda carecem de vagas, assim como as escolas de educação tecnológica e profissional.
Para melhorar a qualidade do ensino, Nilson Pinto apontou a necessidade de ampliar a oferta de vagas, a qualificação e a organização do trabalho docente, melhorias na infraestrutura, além da premiação do desempenho, incentivando a busca pelo conhecimento, como ações prioritárias. “A qualidade demanda tempo, investimento e persistência”, disse ao afirmar que espera ter o apoio e a cooperação do conselho, o qual também é uma ferramenta de controle da sociedade. “A missão não é simples. Os recursos disponíveis no momento são bastante restritos”, acrescentou.
(Seduc)
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