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Sindicato afirma que há descaso em posto de saúde

Preocupados com as condições estruturais da Unidade de Saúde do Curió-Utinga, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) pediu aos órgãos públicos competentes providências urgentes para garantir a qualidade no atendimento. O sindicato fez uma visita à uni

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Preocupados com as condições estruturais da Unidade de Saúde do Curió-Utinga, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) pediu aos órgãos públicos competentes providências urgentes para garantir a qualidade no atendimento. O sindicato fez uma visita à unidade na última terça-feira em decorrência do grande número de reclamações que recebeu e constatou que a situação da unidade é precária.

“A unidade está semiabandonada. A estrutura física é muito ruim, faltam equipamentos, falta equipe técnica e até medicamentos”, afirmou o diretor do Sindmepa, Wilson Machado.

Segundo o sindicato, no dia em que foi feita a visita não havia médico plantonista e nem responsável pela gerência da unidade. Dentre outros problemas encontrados estavam a falta de água encanada; infiltrações e mofo nas paredes; a interdição dos banheiros masculino e feminino; a ausência de mesa ginecológica e um bebedouro danificado. “Numa unidade que deveria zelar pela saúde das pessoas, encontramos essa situação”, indigna-se Wilson. Ainda assim, um problema em especial chamou a atenção. “Encontramos uma caixa d’água sem tampa no local. Um verdadeiro criadouro do mosquito da dengue”.

MÉDICOS

Os problemas constatados pelo sindicato são confirmados pelo diretor da Unidade de Saúde do Curió-Utinga, Igor Andrade, que justifica: “Esses problemas são recentes. Muitos, como as infiltrações, por exemplo, foram ocasionados pelas últimas chuvas”. Para ele, mesmo que o pedido do sindicato seja pertinente, os problemas não impedem o funcionamento da unidade. “Não é isso que inviabiliza o atendimento à sociedade. Tanto que só hoje (quinta-feira) já realizamos 63 atendimentos somente na área de urgência e emergência”.

Para Igor, o maior problema da unidade é com relação ao comportamento dos médicos. “Tem muito médico que sai antes de acabar o plantão e que traz atestado falso para faltar ao trabalho. Rola um corporativismo entre eles”, afirma. “É colocado falta para eles, anotados os atrasos, mas não resolve. Esse problema é histórico”.

Wilson Machado disse que o sindicato não recebeu nenhuma denúncia sobre atrasos de médicos e que o sindicato encaminhou um documento ao Poder Judiciário, OAB, ao Ministério Público, à Sespa e à Sesma. “É uma forma de pressionar as autoridades a tomar providências”.

A assessoria de imprensa da Sesma foi procurada para se pronunciar sobre o assunto, porém, até o final desta edição, não havia enviado resposta. (Diário do Pará)

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