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Mais de 10 mil mídias piratas são apreendidas

Mais de 10 mil mídias piratas foram apreendidas durante a operação ANDROS II, realizada pela Polícia Civil na noite de ontem. As ações aconteceram em dois pontos. A primeira equipe se deslocou até a avenida Pedro Miranda, esquina com a travessa Mariz e Ba

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Mais de 10 mil mídias piratas foram apreendidas durante a operação ANDROS II, realizada pela Polícia Civil na noite de ontem. As ações aconteceram em dois pontos. A primeira equipe se deslocou até a avenida Pedro Miranda, esquina com a travessa Mariz e Barros, já a segunda foi para a Pedro Miranda esquina com a Timbó. Os grupos de ação eram formados por policiais civis e militares, Rotam, agentes da CTBEL, guarda municipal, peritos do Centro de Perícias Científicas e Secom.

A operação provocou indignação naqueles que estavam no local no momento da abordagem. Ambulantes e até comerciantes reclamaram da truculência dos agentes. Houve início de tumulto e os agentes realizaram o trabalho sob os gritos de revolta de quem estava no local. A ação resultou na prisão de pelo menos 13 pessoas, sendo que um adolescente foi apreendido.

Um ambulante que, segundo os agentes, teria agredido um guarda municipal, precisou ser algemado e conduzido à delegacia acusado de tentativa de agressão e resistência à prisão. Mas testemunhas afirmaram que o jovem é que foi agredido depois de ser cercado por vários guardas.

“Ele só reclamou dizendo que era pra deixar o povo trabalhar, aí veio um guarda e mandou ele calar a boca. Eles começaram a discutir e o guarda empurrou ele. Depois disso os outros vieram e cercaram o rapaz. O cara tentou correr, mas acabou sendo algemado e agredido”, declarou uma comerciante que pediu para não ter o nome divulgado.

Além das mídias que estavam expostas nas calçadas, os agentes recolheram os balcões usados para venda. Ao todo três picapes e um caminhão saíram carregados de material.

De acordo com Celina Oliveira, diretora do departamento de vias públicas da Secretaria Municipal de Economia, a venda de mídias piratas é como qualquer outro crime e precisa ser combatido. “Será que temos que deixar que se venda droga nas calçadas? A venda desses produtos é crime como outro qualquer e precisa ser combatido. A lei é bem clara e qualquer pessoa que compra ou vende esse tipo de material está cometendo um crime”, declarou.

Levados à divisão de investigações e operações especiais, a Dioe, todos os acusados foram autuados em flagrante pelo crime previsto na lei 8137, artigo 184 e devem responder por violação de direitos autorais e também por crime contra as relações de consumo. A pena varia de 2 a 4 anos de prisão.

Só esse ano mais de 140 mil CD’s e DVD’s foram apreendidos nas ações realizadas pela polícia. 20 pessoas foram presas. Segundo a delegada Socorro Maciel, da Delegacia do Consumidor, o crime não é afiançável e as pessoas precisam se conscientizar de que estão cometendo um crime ao comercializar esse tipo de produto. O material recolhido deve ser destruído. (Diário do Pará)

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