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Confirmação do 2° caso não preocupa, diz Sespa

Mesmo antes de o segundo caso de dengue tipo 4 ser identificado no município de Belém, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já estava agindo para monitorar o comportamento do vírus. É o que afirma a coordenadora do Programa Estadual de Controle

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Mesmo antes de o segundo caso de dengue tipo 4 ser identificado no município de Belém, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) já estava agindo para monitorar o comportamento do vírus. É o que afirma a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue da Sespa, Carla Garcia. O segundo caso do tipo 4 da doença foi confirmado pelo Instituto Evandro Chagas (IEC) a partir de exames de amostras de sangue e foi divulgado na última quarta-feira pela Vigilância Epidemiológica de Belém.

Carla afirma que quando os casos suspeitos são notificados, as ações de vigilância e controle do vetor já começam a ser feitas. “Quando é notificado um caso suspeito, imediatamente se inicia o combate vetorial porque se esperarmos sair o resultado dos exames que confirmam que teve um caso de dengue no local, o mosquito já poderia ter picado muitas outras pessoas”. Ela explica que a definição dos locais onde as ações são intensificadas é feita a partir dos locais onde foram notificados casos suspeitos da doença. “As vigilâncias estão intensificadas em todos os bairros em Belém, porém, as ações são definidas dentro dos bairros e distritos onde se tem notificação da doença”, diz. “A partir da notificação é que se desencadeiam vários tipos de ações”.

Dentre as ações executadas assim que são notificados casos suspeitos de dengue em algum bairro estão o combate vetorial biológico, que tenta eliminar as larvas do mosquito transmissor; o combate químico, que quer eliminar o mosquito adulto; a coleta de sangue de moradores da área para se identificar se outras pessoas do bairro podem estar com a doença e o trabalho de conscientização da população. “O combate tem que ser permanente, porque se pararmos pode ser que recomece o processo de transmissão”, explica Carla.

Com relação à confirmação do segundo caso do tipo 4 da doença, ela afirma que não é motivo de preocupação. “Os casos suspeitos de dengue ainda estão dentro do esperado para o período em que normalmente se tem um aumento no número de casos. Até agora não se tem nada além do esperado”. Após a investigação do IEC foi identificado que o paciente que contraiu dengue tipo quatro é do sexo masculino e reside em Belém. Apesar da confirmação do caso, a coordenadora do controle de dengue afirma que as ações continuarão as mesmas. “As ações de vigilância acontecem independente do tipo de vírus. O trabalho é igual. Não queremos surtos epidêmicos de nenhuma forma”.

De qualquer modo, ela reafirma a importância da colaboração da população no combate à doença. “Não são só os órgãos governamentais que têm a obrigação de combater o vetor, mas também a população”. E para que isso aconteça, a secretaria espera que a conscientização seja coletiva. “O papel da população não é só combater o mosquito no seu quintal, mas também, disseminar a informação que lhes é passada”, diz Carla. (Diário do Pará)

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