Com a proximidade da Páscoa, muita gente aproveita para tentar conseguir uma renda extra com as oportunidades de empregos temporários que costumam surgir nesse período. Porém, ao contrário do que acontece em algumas cidades do Brasil, que costumam empregar muita gente, o Pará não vive a expectativa de muitas vagas disponíveis.
Aqui no Estado, a movimentação maior por conta da Páscoa acontece a cerca de trinta dias da data festiva, por volta do dia 15 de março. “No Centro-Sul do País, essa movimentação já acontece porque a indústria começa a produção logo a partir do final do ano”, explica Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Pará.
Em termos de vagas, a previsão feita pelo Dieese para o Pará é que cerca de 500 pessoas, direta ou indiretamente, sejam envolvidas na comercialização dos produtos da Páscoa. O pouco número de vagas se deve à baixa produção industrial neste segmento específico no Estado.
As vagas disponíveis para os empregos temporários da Páscoa, em supermercados e magazines, normalmente são para os cargos de promotores de vendas e vendedores e para demonstradores e repositores de mercadorias.
Já em relação às vendas, a estimativa é de um crescimento de cerca de 5% a 7% em relação ao ano passado, segundo Joy Colares, vice-presidente do Sindicato dos Lojistas do Pará (Sindilojas). “As vendas nesse período crescem bastante, mais especificamente nos segmentos que trabalham com esses produtos da Páscoa”, afirma.
EMPREGO EM ALTA
A Região Metropolitana de Belém teve, em 2010, bons índices de emprego formal, com 145 mil admissões contra 120 mil desligamentos. A pesquisa realizada pelo Dieese/PA com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho – Caged apontou que os setores de serviços, comércio e construção civil foram os impulsionadores do crescimento.
Na Grande Belém, só no ano passado, foram abertos 24,6 mil postos de trabalho, o que representa 47% do saldo de postos de trabalho alcançados pelo Estado (52.297) de janeiro a dezembro de 2010. O Dieese/PA mostra que quase todos os setores econômicos da RMB apresentaram resultados positivos de emprego formal, no comparativo entre admitidos e desligados. A exceção ficou por conta do setor da agropecuária, que perdeu 98 postos de trabalho no período.
Entre os setores que obtiveram crescimento do emprego formal no ano passado, destaque para o setor de serviços, que respondeu por 42% de todos os postos de trabalho gerados, com 61.058 admissões contra 50.595 desligamentos e saldo positivo de 10.463 empregos gerados.
Ainda formando o pódio do emprego formal em Belém, está o setor do comércio, que obteve um saldo positivo de 7.375 postos de trabalho, seguido da construção civil com saldo positivo de 5.488 postos de trabalho gerados.
Este estudo demonstra que a Região Metropolitana de Belém segue o ritmo do crescimento do mercado de trabalho do Brasil, que em 2010 (de acordo com IBGE) registrou um aumento de 8,6% em empregos formais, com a geração de 816 mil vagas de emprego com carteira assinada. A cidade mais bem “ranqueada” foi São Paulo, com saldo positivo de 416.474 postos de trabalho gerados. (Diário do Pará)
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