Após ser abandonado pela mãe, o destino do menino H. S., de 12 anos, poderia ser a adoção. Mas uma remota lembrança mudou tudo. Ele lembrou que até os cinco anos morou com os avôs maternos e passou essa informação aos funcionários do abrigo Airton Sena, na cidade do Rio de Janeiro. Na madrugada de ontem, ele voltou a Belém e para os braços da avó, a dona de casa Maria Lúcia Ribeiro, de 46 anos.
“A última vez que eu vi meu neto, ele tinha cinco anos. A mãe foi morar no Rio com um homem e depois voltou para cá e disse que ia levar o menino para o Rio. Eu deixei e fiquei todo esse tempo sem saber o que estava acontecendo com ele”, disse a avó, enquanto esperava, apreensiva, o desembarque do neto já pré-adolescente no Aeroporto de Belém.
Segundo os conselheiros tutelares do Pará Abner Lopes e Inês Garcia, o menino havia sido abandonado pela mãe com uma amiga, que o entregou a um conselho tutelar carioca.
O menino passou um ano e meio no abrigo Ayrton Senna. Nesse período, a mãe foi vê-lo apenas uma vez. “Ela disse que trabalhava em boate e não tinha como cuidar da criança. Depois disso, sumiu. O juiz da Vara da Infância já tinha até destituído o pátrio poder dela e já estava prestes a encaminhá-lo a adoção quando o próprio menino disse que tinha família em Belém e que queria ficar com a avó, que se chamava Maria Lúcia Ribeiro”, diz o conselheiro.
Os funcionários do abrigo carioca entraram em contato com Conselho Estadual da Criança e do Adolescente do Pará – Cedca, que procurou a TV RBA para divulgar a história. No dia 6 de janeiro, uma matéria divulgando a foto da criança e sua história foi ao ar. “Eu estava assistindo o Barra Pesada quando vi a foto do meu neto. Aí procurei o conselho”, lembrou Maria.
Assustado, o menino contou que morava com a mãe em uma casa pequena no bairro de Grajaú, subúrbio carioca. “Estou com muita saudade da minha mãe. Mas agora estou feliz com a minha avó”, disse. (Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar