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Acusado de chefiar grupo depôs ontem em Belém

Após a transferência de São Paulo para Belém, ocorrida na última quinta-feira, Francisco Nunes Pereira, de 48 anos, conhecido como “Chico da Fossa”, “Mineirinho” ou “Tatuí”, prestou depoimento à delegada Virgínia Rodrigues, que preside o inquérito sobr

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Após a transferência de São Paulo para Belém, ocorrida na última quinta-feira, Francisco Nunes Pereira, de 48 anos, conhecido como “Chico da Fossa”, “Mineirinho” ou “Tatuí”, prestou depoimento à delegada Virgínia Rodrigues, que preside o inquérito sobre a tentativa de fraude bilionária contra o Banco do Brasil. A quadrilha tentava sacar, através de ações judiciais, R$ 2,3 bilhões do Banco do Brasil.

Francisco Pereira, apontado como mentor do golpe e líder do bando, negou as acusações. Ele esteve preso em São Paulo no mês de dezembro passado e também é acusado de envolvimento na morte do prefeito do município paulista de Jandira, Walderi Braz Paschoalin, junto com Vanderley Nunes de Aquino, ex-secretário municipal de Jandira.

Na manhã de ontem, Francisco chegou escoltado até a Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) da Polícia Civil e foi direto para a sala da delegada Virgínia.

Francisco alega que há algum tempo seus documentos vêm sendo utilizados por outras pessoas que usam o seu nome em tentativas de fraudes. “Eu já denunciei a situação, registrei um boletim de ocorrência sobre o caso. Não tenho nada a ver com isso. Tem que saber quem de dentro do banco está munindo essas pessoas com essa documentação. Tenho minha consciência limpa”, assegura.

Francisco afirma que irá processar o Estado pela situação a que foi submetido. “Tenho negócios no Pará na área de meio ambiente. Eu vou mostrar a documentação e mostrar a falsidade de tudo isso e depois o Estado vai responder por isso. Tenho 11 filhos e minha família ficou assustada com toda essa situação.”

Apesar das declarações do acusado, a delegada Virgínia Rodrigues não acredita nas afirmações de Francisco. As investigações mostram que ele tinha participação e seria mentor do esquema da fraude. “Por não querer aparecer, em todos os Estados por onde tentou (a fraude) ele delegou a terceiros. Não foi ele pessoalmente que entrou com as ações judiciais aqui, sempre havia terceiras pessoas delegadas por ele através de procuração para pleitear esse valor”.

A delegada informou ainda que o sigilo fiscal de Francisco foi quebrado. Segundo ela, desde 2006 ele fraudava a declaração de imposto de renda na tentativa de comprovar que possuía o valor fictício depositado na conta corrente pessoal do Banco do Brasil. “Ele vinha declarando o imposto de renda com diversos valores astronômicos, ano a ano. Isso mostra que há certo tempo ele vinha tramando toda essa fraude”.

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