A Polícia Civil investiga um crime de abuso sexual que teria acontecido dentro da Unidade de Saúde II, no bairro do Benguí. O crime teria sido praticado por um auxiliar de enfermagem contra um adolescente de 14 anos, em agosto do ano passado. Na última sexta-feira (11), a delegada do Pró-Paz, ligado à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), ouviu a mãe, a vítima e o diretor da unidade de saúde.
A investigação está nas mãos da delegada Socorro Machado, mas a Polícia Civil não pode informar sobre o inquérito pelo fato de correr em segredo de justiça. Segundo a denúncia, o menor teria ido marcar uma consulta com um oftalmologista para a tia. Lá o auxiliar de nome Olival, de 30 anos, mandou que ele voltasse à tarde, quando o movimento estaria mais tranquilo. Quando o jovem voltou ao local, teria sido levado para uma sala nos fundos da unidade, onde teria ocorrido o abuso sexual.
O acusado teria ainda intimidado fisicamente o menor, além de o ter ameaçado de morte, pois seria lutador de Jiu-jitsu. A polícia investiga ainda outras possíveis vítimas do funcionário do posto.
O problema só voltou à tona agora devido à demora para a liberação do laudo do Instituto Médico Legal que só saiu em janeiro passado e comprovou o abuso.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) esclareceu que o servidor sob acusação de abuso sexual “foi afastado temporariamente, até que o inquérito policial seja concluído e caso haja a comprovação de culpa, a Sesma vai adotar as demais medidas administrativas que podem até culminar com a exoneração do servidor, ao bem do serviço público”.
O órgão diz ainda que “a Sesma adotou esta medida, pois a ocorrência é investigada em sigilo e durante todo este tempo, em nenhum momento, a secretaria foi notificada pelas autoridades competentes ou mesmo pela família da suposta vítima, o que impossibilitou a Sesma de adotar, no momento em que o fato teria ocorrido, os procedimentos de apuração no âmbito interno da administração”.
Havia informações de que o diretor da unidade, José Ohana, teria sido exonerado, o que foi negado pelo próprio secretário de Saúde do município, Sérgio Pimentel. Sérgio negou que a Sesma esteja acobertando o caso e afirmou ainda não entender por que o abuso está sendo divulgado novamente agora. Ele disse ainda que o servidor está sob licença médica desde antes do ocorrido. (Diário do Pará)
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