Com o inicio da Quaresma e aumento da procura, a tendência é de novo aumento no preço do pescado. É o que revela o balanço da trajetória de Preços do Pescado comercializado na Grande Belém no mês de fevereiro/2011.
Depois de ter encerrado o ano de 2010 com altas que variaram entre 20% até 50%, o preço do pescado continuou aumentando nos dois primeiros meses de 2011 (Jan e Fev). As análises feitas pelo DIEESE/PA, com base nas pesquisas semanais, sobre o comportamento do preço do Pescado comercializado nos Mercados Municipais da Grande Belém, mostram que a grande maioria do pescado comercializado na RMB voltou a apresentar crescimentos expressivos de preços mês de fevereiro de 2011.
Esta alta já era esperada, pois todos os anos a partir do final do mês de novembro, os principais tipos de pescado comercializados não só na Região Metropolitana, mas em todo o Estado começam a sua trajetória de aumentos quase que sucessivos, se estendendo praticamente até a Semana Santa.
Os maiores aumentos de preços verificados no mês de fevereiro/2011 em relação ao mês de janeiro/2011, foram observados nos seguintes tipos de pescado: Sarda com alta de 24,16%; seguida do Tucunaré com reajuste de 18,68%; do Tamuatá com alta de 16,73%; do Mapará com 12,00%; da Piramutaba com 11,66%; da Corvina com 8,10%; da Pirapema com 9,71%; da Pescada Gó com 7,42%; da Pescada Branca com 6,57%; da Gurijuba com 6,53%; do Tambaqui com 4,23% e do Xaréu com alta de preço no mês de 4,02%.
Também no mês de fevereiro/2011, algumas espécies de pescado apresentaram quedas de preços, são eles: Cação com recuo de 6,36% e a Tainha com queda de 3,63%.
Nos dois primeiros meses de 2011 (Jan e Fev), a grande a maioria dos pescados comercializados também apresentou altas bem acima da inflação.
Segundo o DIEESE/PA, nos dois primeiros meses de 2011 (Jan e Fev), os maiores reajustes de preços foram verificados nos seguintes tipos de pescado: Sarda com crescimento de 33,64%; seguida da Pirapema com alta de 33,26%; da Arraia com 30,86%; da Piramutaba com 29,11%; do Tamuata com 27,50%; da Pescada Branca com 22,16%; da Pescada Gó com 19,21%; do Filhote com 18,62%; do Mapará com 18,25%; da Dourada com 17,92%; da Gurijuba com 15,63%; da Pescada Amarela com 15,19%; do Tucunaré com 14,12%; do Tambaqui com 11,18% e da Pratiqueira com 10,81%.
A inflação calculada para o mesmo período está girando em torno de 1,60%. No mesmo período, os recuos de preço se deram em poucas espécies, entre elas o Cação com queda de 1,37%. (DOL com informações Dieese-PA)
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