Um problema antigo atinge a casa da assistente de serviços gerais Maria do Carmo Araújo há anos: a inconsistência no abastecimento de água. “Quando a água não falta, vem com uma cor alaranjada, cheia de ferrugem”, afirma. Moradora do bairro do Bengui, ela foi uma das cerca de 30 pessoas que compareceram ontem ao plenário da Câmara Municipal de Belém para assistir a uma sessão especial sobre o fornecimento hídrico na capital. O evento, que reuniu representantes de órgãos estaduais, municipais e representantes da sociedade civil, também foi uma homenagem ao “Dia Mundial da Água”, celebrado no próximo dia 22.
Durante os debates, alguns vereadores ratificaram a necessidade de reestruturar o serviço, expondo breves críticas aos órgãos responsáveis, como a Companhia de Saneamento do Pará e Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém. “Além dos problemas de abastecimento, a população também sofre com o atendimento. Eu mesmo estou há seis meses tentando apenas trocar o endereço de uma conta e ainda não consegui”, conta o vereador Fernando Dourado.
Até os representantes dos dois órgãos admitiram as deficiências no abastecimento ofertado. “Estamos com um déficit de R$9 milhões em nosso orçamento mensal, resultado da gestão anterior, o que nos impede de manter minimamente um sistema de qualidade. Não sabemos quando conseguiremos sanar essa dívida, mas trabalhamos para que seja nos próximos meses”, disse o presidente da Cosanpa, Antonio Braga. Leia mais no Diário do Pará.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar